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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

60 novos ônibus novos

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publicado em 28/10/2014 às 16h52
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O jornal Correio da Paraíba trouxe o anúncio da AETC-JP de que “Até novembro, João Pessoa contará com 60 novos ônibus novos”, 38 dos quais já entrando em circulação neste mês de outubro.

Esse anúncio ocorreu desde o sábado 25 de outubro, detalhando com quantos veículos cada Consórcio (Unitrans e Navegantes) está contemplado… Aliás, com quantos veículos cada um dos dois Consórcios está contemplando os passageiros das linhas em que esses ônibus já passaram ou passarão a circular. Como já dito, 38 já circulam a partir deste mês de outubro e os outros 22 até o final de novembro.

Esta alvissareira informação trazemos à tona, em um espaço de opinião como este do MaisPB, para mais uma vez expressar o quanto o setor de transporte coletivo (especialmente o urbano) é complexo e incompreendido do ponto de vista empresarial!…

Já naquele sábado, ao nos encontrarmos com alguns amigos (entre eles gente da imprensa), estes logo nos questionaram: “Ei, Mário! Como é que as empresas de ônibus estão em crise se adquiriram 60 ônibus zero quilômetro para estarem circulando em João Pessoa até novembro, agora?”.

Essa “provocação” por parte daqueles amigos tem a ver com a informação que a eles pessoalmente já havíamos passado de que não tínhamos observado, nestes últimos vinte anos, uma crise tão grande como a atual, enfrentada pelo setor de transporte coletivo. Esquecêramos de também a eles informar que, mesmo em situação de dificuldade, uma ação que as empresas do setor não podem deixar de realizar é a de renovação da frota, por menor que seja essa renovação, porque do contrário a crise mais se aprofunda! Isto mesmo: se não houver da parte empresarial um grande esforço pela renovação da frota, esta frota cada vez mais fica onerosa quanto à sua manutenção, exigindo inclusive maior quantificação na reposição de peças, fora o aspecto de causar desconforto diretamente aos passageiros em função da maior probabilidade de “quebras”.

Sem dúvida, o setor de transporte coletivo corresponde a uma atividade muitíssimo complexa: quando a frota é vista como envelhecida, vêm as críticas apontando desleixo e/ou desrespeito das empresas em relação aos seus passageiros; e quando se faz as aquisições de ônibus novos, mesmo sob financiamentos de médio ou longo prazo, aguçam-se as observações de que “esse setor está bem demais”. Raro observar-se que um ônibus, mesmo sendo bem de capital, é também um bem de depreciação rápida, ou seja, a cada ano perde valor e funcionalidade em torno de 15%. Ou se o renova ou dentro de pequeno espaço de tempo não mais proporciona a utilização minimamente razoável para servir à coletividade!

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