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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Cidade (in)acessível

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publicado em 11/07/2018 às 11h03

As jornalistas Lucilene Meireles e Katiana Ramos elaboraram e fizeram publicar importante reportagem no Correio da Paraíba da terça feira, 10 de julho. A reportagem tem o título “Cidade inacessível” e chama a atenção de que recente estudo do IBGE dá conta de que na Paraíba nenhum município atingiu a meta de 100% relativamente aos ônibus do transporte coletivo urbano com os equipamentos totais alusivos à acessibilidade.

Ressalve-se, porém – e está na reportagem -, que especificamente à frota do transporte urbano de João Pessoa, esta já conta com 491 ônibus devidamente adequados, quando a frota operante exigida é de 465. Os veículos ainda não adaptados fazem parte da frota reserva, vez que a frota total hoje disponibilizado para os serviços na capital paraibana é de 540 veículos (e na reportagem isto está dito pelo diretor de planejamento da Semob, José Augusto Morosine). Portanto, a frota reserva corresponde a 75 ônibus, dos quais 35% também se encontram devidamente acessíveis. E, como na reportagem declarado pelo diretor institucional do Sintur/JP, Isaac Junior Moreira, “esta pequena parte está em processo de renovação”.

O estudo do IBGE tem abrangência nacional. E por ele se percebe que João Pessoa, nesse aspecto da quantidade dos ônibus acessíveis, está bem à frente da maioria das cidades brasileiras, especialmente no âmbito do Nordeste.

Mas, a qualidade de cidade acessível, no campo da mobilidade urbana, não está só em função da quantidade de ônibus do transporte coletivo adaptados, não! Aliás, a maior dificuldade das pessoas que dependem de ônibus adaptados para realizarem suas viagens é “como se deslocarem de suas casas ou de outro local para os pontos de parada dos ônibus”. Aí, sim, é onde está o maior gargalo para as pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida, especialmente por conta das calçadas.

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