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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Mailson e o aumento do diesel

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publicado em 11/11/2014 às 13h39

Comecemos reportando-nos ao aumento no preço do óleo diesel, anunciado no recente dia 6 e a esta altura já efetivado Brasil afora, com 66,66% a mais que o aumento no preço da gasolina. Esta, a gasolina, teve seu preço aumentado em apenas 3%, mas o do óleo diesel foi de 5%, o que representa – repetimos – aumento de 66,66% a mais que o da gasolina.

Já havíamos comentado (em jornais pessoenses) o que expusera o jornalista de economia Carlos Alberto Sardenberg em um congresso denominado como ETRANSPORT, realizado dias 5, 6 e 7 de novembro corrente, no Riocentro (RJ), no qual representamos as empresas de transporte coletivo urbano de João Pessoa. Ele falara que um dos problemas da economia brasileira, no presente, é o ambiente de insegurança que leva os empreendedores a não empreenderem.

Nessa mesma linha de raciocínio, no mesmo congresso ETRANSPORT, também se posicionou o renomado economista Carlos Langoni. E no recente domingo, 9 de novembro, no jornal Correio da Paraíba, o conterrâneo Mailson da Nóbrega, em mais uma inteligente entrevista conduzida pelo jornalista Luiz Carlos Sousa, destacou: “É melhor que o Governo amplie os investimentos em infra-estrutura, particularmente do transporte”. Está aí implícito que Mailson igualmente propugna a priorização do transporte público, tanto no aspecto da melhoria da mobilidade quanto do ponto de vista do desempenho econômico.

Mas, quando o Governo, mesmo diante da necessidade de reajustar os preços dos combustíveis, alivia o aumento no preço da gasolina e mais pune as atividades dependentes do óleo diesel (como a do transporte coletivo), o que pensar?!…

Em junho do ano passado a juventude brasileira foi às ruas dizendo um “abaixo os 20 centavos” do aumento na tarifa do transporte coletivo de São Paulo que passara de R$ 3.00 para R$ 3,20, embora a tarifa técnica seja de R$ 4,13 (a diferença de R$ 1,13 é subsidiada pela Prefeitura). É normal que só se reclame – e se proteste – contra os efeitos. As causas – como esta do aumento do diesel – ficam desapercebidas pela população que foi às ruas no junho de 2013. Este aumento de 5% no preço do óleo diesel representa, aqui, só no âmbito da cidade de João Pessoa, uma elevação em R$ 0,12 (doze centavos) por cada litro, em um sistema que consome 1,6 milhão de litros por mês. Façamos a conta! Como compensar esse custo adicional e inesperado?!

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