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Helicóptero cai e mata duas pessoas em Minas Gerais

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publicado em 17/06/2018 às 09h33
(Foto: Sabrina Carvalho)

Duas pessoas morreram na queda de um helicóptero na noite deste sábado (16), próximo ao município de Espírito Santo do Dourado (MG), às margens da rodovia MG-179.

A cidade faz divisa com Pouso Alegre, no sul do estado, e fica a cerca de 430 km da capital, Belo Horizonte.  Segundo o Corpo de Bombeiros, não há registro de sobreviventes.

Moradores notaram que o helicóptero pegou fogo na parte posterior ainda durante o voo e explodiu ao bater em um barranco. A aeronave pegou fogo, e o incêndio se espalhou pela mata.

O fogo se alastrou por uma área de pasto de difícil acesso, e os destroços se espalharam por 250 metros. Os bombeiros foram acionados por volta das 19h40 e ainda buscam as vítimas, trabalho que seguirá pela madrugada.

Segundo os bombeiros, o plano de voo do helicóptero continha quatro pessoas a bordo, mas, segundo familiares, duas teriam desembarcado previamente. Os bombeiros, porém, não confirmam o número de vítimas devido à destruição completa da aeronave e de seu entorno.

Peritos já estão no local para fazer a identificação das vítimas. Pela manhã, agentes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) de São Paulo irão ao local para iniciar a investigação das causas do acidente.

A Central de Controle de Tráfego de Brasília identificou que o helicóptero sumiu do radar no momento da queda. A aeronave partiu de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Ao que tudo indica, o acidente foi ocasionado por falhas no equipamento. O último contato do piloto foi informando problemas mecânicos e dificuldade para pouso.

Logo após declarar emergência, ele reportou que estava caindo e desapareceu do radar.

O helicóptero está registrado em nome do banco Bradesco (devido ao leasing da aeronave), mas era operado por uma empresa do grupo Bauminas, de produtos químicos e mineração.

A aeronave, de modelo A109S foi fabricada em 2010. Apesar da aparente pane, ela tinha certificado de aeronavegabilidade com validade até 2022. A Inspeção Anual de Manutenção venceria no próximo mês.

Folha de São Paulo

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