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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Feira de Mangaio em plena Paris

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publicado em 18/05/2018 às 13h10

Em plena Paris uma Feira de Mangaio!

Isto mesmo: uma Feira de Mangaio em plena Paris!

E lá se dançando e cantando(em uma bela praça coberta com o verde das árvores e um coreto ao fundo) uma canção de 1968, da autoria do paraibano de Itabaiana, Sivuca: – “Fumo de rolo, arreio de cangalha/ Eu tenho pra vender… Quem quer comprar?”/ Bolo de milho, broa e cocada/ Eu tenho pra vender… Quem quer comprar?!/ Pé de moleque, alecrim, canela/ Moleque sai daqui, me deixa trabalhar!/ E Zé saiu correndo pra feira dos pássaros/ E foi pássaro voando pra todo lugar/ Tinha uma vendinha no canto da rua/ Onde o mangaieiro ia se animar/ Tomar uma bicada com lambu assado/ E olhar pra Maria do Joá!”.

Repito: essa festa forrozeira aconteceu em plena Paris! O respectivo vídeo vi-o no “whatsapp” através do Grupo da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração), postado pela acadêmica Rosa Gondim, obviamente ela – como nós outros paraibanos – imensamente orgulhosa, sentimento este traduzido na seguinte mensagem: “Não é Bodocongó na Paraíba nem Itapipoca no Ceará, muito menos Coité do Nóia em Alagoas; é o forró brasileiro, tipicamente nordestino, chegando e arrasando na sofisticada Paris; Gonzagão já dizia que o forró brasileiro um dia ganharia o mundo. E… puxa o fole, sanfoneiro!”.

Mas, nesta emoção em constatar o(a) Feira de Mangaio em plena Paris, não há melhores palavras para traduzi-la senão concluir com o restante do texto que Sivuca escreveu: “Cabresto de cavalo e rabichola/ Eu tenho pra vender… Quem quer comprar?!/ Farinha, rapadura e graviola/ Eu tenho pra vender… Quem quer comprar?!/ Pavio de candeeiro, panela de barro/ Menino vou-me embora… Tenho que voltar/ Xaxar o meu roçado que nem boi de carro/ Alpargata de arrasto não quer me levar/ Porque tem um sanfoneiro no canto da rua/ Fazendo floreio pra gente dançar/ Tem Zefa de Purcina fazendo renda/ E o ronco do fole sem parar”.

Lembremo-nos, também, de que em 1962 Sivuca foi considerado pela imprensa parisiense como o melhor instrumentista.

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