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Odilon Fernandes – advogado, escritor, professor e procurador federal aposentado.

Adeus definitivo

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publicado em 20/04/2018 às 14h56

Hoje, 20 de abril de 2018, será sempre um dia inesquecível como todos os demais, porém mais marcante e triste para mim. É a partida física da minha mãe que restou a mim e mais oito irmãos, frutos também da sua união com meu pai Adonias Fernandes, que ela e nós sempre amamos até hoje. Nunca esquecerei, como meus irmãos nunca esquecerão como nossa mãe foi e sempre será importante para nós e para muitas outras pessoas, mulher cuja grandeza extrapolou todos os valores humanos que só cabe, só pode ser dimensionada ao lado de Deus, para onde foi, deixando em nossos corações uma história épica e lindas memórias de tudo que vivemos ao seu lado, testemunhando resiliências, alegrias e desafiadores momentos com frequentes vitórias, que nem deusas gregas, egípcias, romanas, conseguiram alcançar. As saudades que já começaram são muito doloridas e como a temos do nosso heroico pai, cresceram cada vez mais e nos dão uma convicção que jamais a esqueceremos. A mais absoluta verdade é que nossa mãe era uma pessoa muito especial, tanto que tendo enviuvado aos 42 anos, com um legado de nove filhos, adolescentes e crianças, com diversidade de personalidades, conseguiu realizar os seus propósitos de ver-nos dar passos gigantescos, graças à propulsão imprimida por ela. As qualidades da nossa mãe, como chefe de família, dona de casa, professora do então ensino primário por mais de trinta anos, exemplar, destacadíssima também em múltiplas outras funções, com suas qualidades e imensas virtudes, reconhecidas por todos aqueles que tiveram o prazer de direta ou indiretamente, conhece-la ou ter noticia das suas santíssimas qualidades.

Hoje a partida de nossa mãe, Beatriz de Lima Fernandes, nos deixa só em lágrimas, dor e saudade, é uma partida física, pois espiritualmente estará sempre conosco, em nossos corações, deixando-nos de luto eterno pelo fato de não podermos, a partir de agora, tocá-la e beija-la todos os dias. Nada é capaz de fazer-nos esquecer a nossa mãe ou de eliminar a dor que à partir começamos a sentir.

Ficamos com a convicção que Adonias e Beatriz, deixaram-nos com ensinamento da honra, dignidade e justiça, como criaturas benignas que foram, com orgulho de ter nascido da bela e abençoada riquíssima relação deles, com a tranquilidade e no meio da podridão que envergonha nosso País, deixaram nove pessoas possuidoras do mais rico e absoluto caráter.

Sabemos que passaremos todos nós, a contar com a luz divina da sua coroa protetora, como destacada presença ao lado de Deus, posição para a qual já nasceu predestinada e de onde poderá iluminar os caminhos e todos os que nela sempre acreditaram onde quer que ela venha a recorrer. Que me perdoem os leitores, pois as lágrimas não me deixam prosseguir, mas fico coma a segurança de que os momentos compartilhados com a sua vida temporal ajudarão a mim e aos meus irmãos seguir em frente, e certos de que um dia voltaremos a nos encontrar nos paramos celestiais, com a grandeza da sua eterna e indescritível credibilidade e posição junto a Deus.

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