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Leandra Leal defende presas com bebês e recebe críticas “agressivas”

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publicado em 19/02/2018 às 19h18
Leandra Leal (Foto: Reprodução / Instagram)

Nesta segunda-feira (19), Leandra Leal fez um post sobre os direitos das mulheres detentas, que estão grávidas nas prisões brasileiras.

“Somos o quinto país do mundo com mais mulheres presas (42 mil), um terço delas ainda não foram sequer julgadas e estão sob prisão preventiva. Uma parte dessas presas é gestante ou mãe de crianças entre 0 e 12 anos. Essas mulheres vivem em situações desumanas, e seus filhos mais ainda. Todo o sistema prisional feminino tem apenas 37 ginecologistas, o que dificulta o acompanhamento pré-natal, que muitas vezes nem acontece”, escreveu a atriz.

Leandra, então, pediu o apoio das mulheres. “Na próxima terça-feira, 20 de fevereiro, o STF julgará um pedido de Habeas Corpus, impetrado pelo CADHU, pedindo que as mulheres gestantes, puérperas ou mães de crianças com até 12 anos de idade respondam ao processo em liberdade, como manda a lei. O pedido é para as mulheres nessas condições, mas em prisão preventiva, que sequer foram julgadas. Lembram que Adriana Anselmo, casada com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já teve esse benefício atendido? É justo que ele privilegie apenas algumas mulheres?”, questionou.

O post acabou virando uma polêmica e os comentários foram bastante agressivos. “Elas estão lá, porque querem. Problema é delas”, escreveu uma jovem. “Tudo mulher de bandido vagabundo. São todas vagabundas também e ainda ficam fazendo mais vagabundinhos pra piorar”, escreveu um rapaz.

Diante de tantos comentário negativos, Leandra Leal resolveu fazer um outro texto para pedir mais empatia por parte das pessoas e ainda afirmou que ficou chocada com tamanha “agressividade” e “desumanidade” dos seguidores.

Confira o relato completo aqui:

EMPATIA.
Do dicionário: Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias. Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende etc.

Do teólogo, metafísico e monge Swami Paatra Shankara: Talvez doa, mas o segredo é ter empatia.

O barato da empatia é justamente você se colocar no lugar de alguém que passa por situações que normalmente estão fora do seu alcance de compreensão. Empatia é um esforço necessário para que a gente entenda a diversidade social, cultural, étnica.

Quando eu trouxe a questão do post anterior, sobre a situação de mãe ou futuras mães que estão em prisão preventiva, ou seja, ELAS NEM FORAM JULGADAS AINDA, me surpreendi com a agressividade e desumanidade com que as pessoas preferem culpar os outros, no lugar de tentar entender ou se abster de julgamentos sobre coisas que desconhecem.

Seja empático, seja humano… Talvez doa, de verdade, tentar entender um universo completamente diferente do seu, uma realidade que você nem imagina que exista. Saia um pouco da sua bolha.

Me entristece, mas também me enche de vontade de continuar na luta, porque vejo aqui a urgência dessa necessidade, uma vez que a maioria dos julgamentos é de mulheres, mães, filhas.

Seguimos. Juntas. Por mais empatia, por favor!

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