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Odilon Fernandes – advogado, escritor, professor e procurador federal aposentado.

Resgate do prestígio e dignidade do professor

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publicado em 14/02/2018 às 11h04

Nos países mais desenvolvidos até os bandidos respeitam os professores, em todos eles o magistério é valorizado e a carreira do professor está entre as principais preferências dos jovens, e quase sempre acima de profissões como medicina, direito, arquitetura, engenharia, odontologia e outras tidas como nobres.

Estas nações que atingiram alto grau de desenvolvimento, é porque passaram a prestigiar a carreira de professor, os que se dedicam a educação em países como o Japão, Coreia do Sul, França, Inglaterra, Espanha, Suíça, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Cingapura, Estados Unidos, Canadá, a profissão de professor possui elevado status em toda a sociedade, sendo recebedores de respeito, consideração e admiração.

Foi outorgando dignidade, prestigiando o professor, com revolução educacional que alguns desses países saíram de um grande atraso para um alto grau de desenvolvimento, no decurso de 15 a 20 anos, passando a fazer parte do ranking dos mais elevados no desempenho escolar.

Observa-se que as maiores transformações ocorridas no grau de desenvolvimento dos países que hoje se destacam inclui-se o que se pode chamar de relevância especial, qual seja, o nível de excelência dos professores, todostendo ensino gratuito nas universidades e como obrigatório o ensino acadêmico superior e com a obrigação da obtenção de mestrado até mesmo para exercício nas escolas dedicadas a educação pré-escolar, exige-se, hoje, esses requisitos.

Estes povos que hoje se destacam pelo nível de desenvolvimento, há presença crescente entre os professores dos sentimentos de orgulho pelo fato de pertencerem a uma categoria profissional de elevadíssima educação e muito prestígio.

Só se chega a um alto nível de desenvolvimento, passando-se aos professores um profundo conhecimento sobre os mais recentes avanços da pesquisa nas áreas para as quais são voltadas o seu mister.

O sucesso na educação depende do respeito que se tem para com o professor, e que se cuide para que se tenha boas condições de trabalho nas escolas, com relevância para as instalações destas, cuidando-se também de equilibrar o período em que no magistério é necessário trabalhar dentro e fora da sala de aula.

Os aspectos elencados, se observados, atraem profissionais jovens e possuidores de talentos para a profissão de professor em todas as escolas.

Fundamental é que os professores sejam tratados com dignidade.

No Brasil, entre nós, precisamos urgentemente, deixar de tratar os professores como indigentes e, para tanto, uma das grandes prioridades é a concessão de salários atrativos, não necessariamente astronômicos, que levem ao enriquecimento, mas sim, que possa assegurar uma boa qualidade de vida, que apresente aos próprios alunos o bem estar garantido àqueles que se dedicam ao magistério. Sabemos que precisamos fazer da carreira do professor uma das mais atrativas e competitivas do País, fazer do magistério uma das profissões mais desejadas e isto passa claramente por salários dignos para essa categoria que hoje não consegue se vestir bem, ter boa moradia, viajar com certa regularidade ou ter como aprofundar seus interesses pelas pesquisas e conhecimentos em suas áreas.

Precisamos atrair para o magistério, comojá sabemos, os alunos que se colocam entre os melhores, prestigiando o aspecto vocacional.

A mais absoluta verdade, que os professores brasileiros, considerando nosso PIB, estão entre os educadores mais mal pagos do mundo, a verdade nua e crua é que antes de tudo precisamos assegurar respeito o professor. É preciso que todas as autoridade no setor da educação estejam nas mãos de educadores profissionais com uma excelente formação, sem considerar esses aspectos relatados jamais sairemos de onde há décadas estamos mergulhados em pobreza, violência, corrupção, analfabetismo, desigualdade, que afrontam a própria Constituição.

E todos os políticos brasileiros sabem disso, mas a prioridade deles é manter os privilégios, enriquecer e assegurar a manutenção da ignorância para que continuem sempre com os seus currais eleitorais.

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