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Dez suspeitos são presos por assassinar jornalista

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publicado em 05/12/2017 às 09h46

Dez suspeitos de terem assassinado a jornalista Daphne Caruana Galizia foram presos, confirmou o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat. Daphne era uma importante jornalista do país que denunciava casos de corrupção em seu blog e foi assassinada no dia 16 de outubro, com a explosão de seu carro.

Em uma coletiva de imprensa, Muscat informou que oito pessoas foram detidas em três diferentes partes da ilha. Mais tarde, ele publicou em seu Twitter que outras duas pessoas estão sob custódia.

Os suspeitos foram presos em uma operação conjunta da polícia e militares malteses com o FBI, a Europol e os serviços de segurança da Finlândia e da Holanda. Após a prisão, a polícia tem 48 horas para interrogar os acusados.

Muscat disse que não poderia dar maiores informações sobre os suspeitos ou as evidências contra eles, mas garantiu seu “compromisso pessoal” de que todos os culpados seriam encontrados. O filho de Daphne, Matthew, falou ao The Guardian que sua família se “encontrava no escuro” sobre as prisões. Os parentes da jornalista entraram com ações legais contra a polícia maltesa com a alegação que a investigação esta sendo imparcial e independente, pois Daphne havia escrito artigos críticos contra o oficial responsável pela investigação, Silvio Valletta, e sua esposa, Justyne Caruana, uma importante ministra do país. Segundo a família, poderia ocorrer um conflito de interesse na investigação oficial.

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