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Museu proíbe entrada de menores de 18 anos

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publicado em 19/10/2017 às 13h56
Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, no Centro da cidade, inaugura nesta sexta-feira (20) a exposição “Historias da Sexualidade”. Segundo o Museu, pela primeira vez em 70 anos, será proibida a presença de menores de  18 anos no local, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis.

Em nota, o Masp afirma que buscou orientação jurídica que “confirmou a autoclassificação. Ainda afirma que houve a análise das obras integrantes da exposição Histórias da sexualidade, à luz dos critérios contidos no Guia Prático de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça. Assim concluiu-se que tal exposição deveria ser classificada como não permitida para menores de 18 anos”.

“Observando a regulamentação vigente e orientação jurídica sobre o tema, o MASP estabeleceu a autoclassificação de 18 anos, restringindo o acesso à referida exposição para menores de idade, mesmo que acompanhados de seus responsáveis. Tal classificação será restrita às galerias da exposição Histórias da sexualidade no 1o andar, 1o subsolo e sala de vídeo. As exposições Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017, Pedro Correia de Araújo: Erótica e Acervo em Transformação, nas galerias do 1º subsolo, 2o subsolo e 2o andar, respectivamente, continuarão abertas ao público em geral, com classificação livre”, explica a nota.

Com mais de 300 obras de diversos artistas, a exposição, concebida em 2015, insere-se na programação anual do museu, dedicada às histórias da sexualidade.

Algumas obras de artistas centrais do acervo do Masp, como Edgard Degas, Maria Auxiliadora da Silva, Pablo Picasso, Paul Gauguin, Suzanne Valadon e Victor Meirelles, estarão expostas em novos contextos, oferecendo outras possibilidades de compreensão e leitura.

O material estará reunido em nove núcleos temáticos e não cronológicos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos, na galeria do primeiro andar, e Políticas do corpo e Ativismos, na galeria do primeiro subsolo. A mostra inclui também a sala de vídeo no terceiro subsolo, como parte do núcleo Voyeurismos.

A medida ocorre menos de um mês após o Museu de Arte Moderna (MAM) e seus funcionários serem alvo de ataques por conta de um vídeo divulgado nas redes sociais em que uma criança aparece interagindo com a performance de um artista nu. O caso rendeu investigação do Ministério Público.

G1

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