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Paraibanos justificam voto pró-Aécio

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publicado em 18/10/2017 às 14h19
atualizado em 18/10/2017 às 17h49

Os senadores Raimundo Lira, líder do PMDB no Senado, e os pré-candidatos ao governo do estado, José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), este último também presidente interino do Senado, justificaram seus votos que ajudaram a restituir o mandato do senador Aécio Neves. O tucano Aécio Neves sofre com acusações da Operação Lava Jato em áudios onde ele aparece acordando o recebimento de dinheiro dos irmãos Batista, da JBL, Os áudios vazaram para a Imprensa.

Os três senadores afirmaram que os votos pela manutenção do mandato, buscaram, antes de tudo, reafirmar a independência do Senado em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas nesta quarta-feira (18) ao programa Rádio Verdade, do Sistema Arapuan.

Confira as justificativas:

Raimundo Lira

“A votação do Senado Federal, principalmente do PMDB, não tem nada a ver com o senador Aécio Neves. Nós votamos pelo respeito da Constituição Brasileira, que eu tive o prazer de participar da elaboração como senador constituinte. Nós exercemos o papel que foi dado pelo Supremo Tribunal Federal. Nós votamos pela honra, dignidade e independência do Senado Federal. O problema do senhor Aécio Neves é com a Justiça, é com o Judiciário. Nós não temos nada a ver com esse problema. Em nada nós interferimos no seu processo que terá o andamento absolutamente normal. Nós votamos para o fortalecimento da República brasileira que tem que ter. Votamos para o fortalecimento da democracia, o funcionamento dos três podres, Legislativo, que é o Senado e Câmara, Executivo e Judiciário. Esse foi o objetivo da nossa votação, do nosso encaminhamento”.

José Maranhão

O senador foi bastante criticado nas redes sociais pelo voto favorável a Aécio Neves e justificou da seguinte forma o voto:

“Eu acho que a população vai ser devidamente informada sobre esses episódio. Vai ter um entendimento definitivo quando tiver conhecimento de todos os fatos da decisão. Essa decisão não significa absolvição do Aécio Neves, absolutamente. Significa que o Senado não abre mão da prerrogativa constitucional de julgar os seus próprios membros’.

Cássio Cunha Lima

Abaixo um trecho do discurso no Senado quando defendeu o retorno da Aécio, amigo pessoal do tucano paraibano:

“O Senado da República reafirma o seu respeito ao STF, que pela decisão da Primeira Turma havia se manifestado pela adoção das medidas cautelares. Já no Plenário do Supremo também numa votação de desempate, a partir da posição da ministra Carmem Lúcia. Também pela manutenção da interpretação que era possível as cautelares. Em nenhum momento o Senado se insubordinou contra essa decisão. Compreendemos e respeitamos o papel do supremo como guardião e interprete da nossa Constituição, estamos aqui acatando essa interpretação sim, mas não abdicaremos da nossas atribuições constitucionais de redatores da Constituição”.

Paulo Dantas – MaisPB

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