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vistoria à PerimetralSul

Ricardo: Estado é quem faz mobilidade em JP

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publicado em 16/10/2017 às 13h59
atualizado em 16/10/2017 às 17h41

O governador Ricardo Coutinho (PSB) rebateu, nesta segunda-feira (16), declarações dadas exclusividade ao Portal MaisPB pelo secretário de Comunicação de João Pessoa, Josival Pereira, que não havia polêmica em relação a Perimetral Sul. Segundo Pereira, tudo não passava de cortina de fumaça para justificar atrasos na obra. Coutinho também afirmou que é o Estado quem faz obras de mobilidade tanto em João Pessoa, quanto em Campina Grande, e questionou o por quê essas cidades não assumem a responsabilidade das obras de mobilidade.

Afirmando que a visita as obras da Perimetral Sul é uma ato simbólico e ressaltando que a obra que interliga a BR-101 até a PB-008 é fundamental para a mobilidade urbana da Capital, pois corta o Valentina Figueiredo, o Costa e Silva, toda a região do Colinas do Sul, Mussumago, até chegar na PB-008, o alcaide considerou toda a polêmica como “disputa partidária mesquinha”.

“Eu sei o que estamos fazendo aqui. Se você tirar o governo do estado das obras que faz de mobilidade em João Pessoa, não sobra uma. A não ser um pontilhão na beira rio que já dura um período bastante extravagante. As obras de mobilidade urbana em João Pessoa, como também em Campina Grande, são obras do governo do estado. Então, quem não faz, não pode simplesmente se dar ao direito de, por outros motivos menores, até mesquinhos, tentar impedir que a obra avance. Como um órgão embarga alguma coisa depois de ter concedido licença”, frisou Coutinho.

Em relação a declaração do secretário de Comunicação, o socialista reafirmou que existe sim polêmica. Coutinho afirma que o desembargo só aconteceu na sexta-feira, após os programas de rádio e a coletiva feita no DER.

“Eles embargam a obra, e depois saem correndo para desembargar quando perceberam a bobagem. O desrespeito que fizeram para com o povo de João Pessoa, eles criam a polêmica e depois dizem que não há polêmica. Ora, se o governo do estado não tivesse reagido, vocês acham que essas máquinas estariam aqui hoje? Sinceramente, você acha que aquela conversa que foi dito que logo que se soube se correu para levantar o embargo… É mentira. Não é verdade. Porque o documento do desembargo está às 13h37 da sexta-feira, depois dos programas de rádio, compreendeu. Então não é verdade”.

Para Coutinho, a prefeitura precisa assumir quando erra e não ficar “colocando debaixo do pano essas coisas dizendo que absolutamente não há nada disso, que não há polêmica. A polêmica foi criada pela Prefeitura numa atitude indesejável, irresponsável”. Sobre o argumento para o embargo, Coutinho ainda disse: “Não teve essa história de desmatamento e de licenciamento, porque estava licenciada. Como é que alguém embarga algo que ele mesmo tinha licenciado? Não se tem nem o controle daquilo que se licencia? É claro que tinha. Tentaram mais uma vez atrapalhar a obra sem contar com a reação da população”.

Atrasos e entrega da obra

Em relação aos atrasos, Coutinho explicou que a obra da Perimentral  sofre um impacto grande por conta das chuvas. “Quando chove muito, como é uma obra de drenagem profunda, particularmente no Costa e Silva e lá no Parque Cawboy, no Valentina, uma drenagem profunda, quando chove muito diminui o ritmo. Além do que nós tivemos problemas com a primeira empresa. Nós tivemos que desfazer o contrato e na segunda licitação ampliar a obra, porque essa obra era apenas da BR-101 até o Valentina. E na segunda licitação  incluímos do Valentina, com o binário, até a PB-008. Portanto são 19 milhões, e por isso aumentou o custo. Ninguém ia fazer de graça esse segundo preço”.

Para finalizar o governador garantiu que pretende entregar a obra antes de fevereiro. “Queremos que nos entreguem de fevereiro para cá, se for necessário trabalhar no final de semana, vai trabalhar no final de semana”.

Assista Vídeo:

Paulo Dantas e Albemar Santos – MaisPB

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