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FORAGIDO

Suspeito levou criança morta em carrinho após estupro

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publicado em 11/08/2017 às 14h44
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O homem suspeito de estuprar e matar a garota Carla Roberta Barbosa, de 9 anos, conhecida como Carlinha, utilizou um carrinho de compras para transportar o corpo da menina do local do crime até o terreno onde foi abandonado. Renato Mariano teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após a coleta de objetos e exames técnicos feitos em São Paulo.

O suspeito está foragido, e a Secretaria de Segurança Pública oferece recompensa de R$ 50 mil por informações sobre ele.

Carla foi achada morta na noite do dia 29 de janeiro. Ela estava com a roupa levantada, sem calcinha, e exames feitos posteriormente pelo Instituto Médico Legal confirmaram que ela havia sido estuprada. Pouco tempo antes do crime, câmeras de monitoramento registraram um homem perseguindo a criança, que estava em uma bicicleta.

A investigação foi feita pela Delegacia Especializada Antissequestro de Santos (Deas). Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (10), o delegado responsável pela investigação, Renato Mazagão, explicou a cronologia do crime.

Segundo o delegado, o criminoso estuprou e matou a garota dentro do cortiço onde ele morava. “Foram analisadas mais de 50 câmeras de monitoramento espalhadas pela região do crime. Podemos ver a menina passando com o cachorro para um lado e, em seguida, a mesma câmera registra apenas o cão voltando. Neste momento, conseguimos identificar o local onde aconteceu o estupro e começamos a elucidar o caso”, disse.

De acordo com Mazagão, o crime aconteceu a poucos metros do cortiço onde a menina morava com a mãe. No local, foram encontrados vestígios de sangue e brinquedos.

“Vizinhos disseram que Renato havia limpado a casa com cloro e fugido, mas encontramos sangue em vários locais. Ele tinha brinquedos que, possivelmente, eram utilizados para atrair crianças”, disse o responsável pela investigação.

Depois de cometer o crime, segundo a polícia, Renato roubou um carrinho de compras que estava na rua para levar a garota ao terreno onde deixou o corpo. “Também nas imagens, conseguimos identificar um homem com um carrinho de compras levando travesseiros e um lençol. Em seguida, ele passa pelo mesmo lugar com o carrinho vazio”, explicou.

O material colhido na casa foi analisado em São Paulo junto com evidências encontradas no dia do crime. Nos resultados, foi possível comparar o material genético de Renato com o encontrado no corpo da menina.

Desde o dia do crime, Renato está desaparecido. Por isso, a Secretaria de Segurança Pública passou a oferecer R$ 50 mil por informações que possam levar à prisão do suspeito. “Ele pediu dinheiro emprestado para uma empresa de coleta de lixo e sumiu”, disse Mazagão.

G1

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