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Homilia: Padre diz que Jesus cura fraqueza espiritual

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publicado em 01/05/2017 às 09h49
atualizado em 01/05/2017 às 08h50

O padre Luciano Guedes, pároco da Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande, disse na Missa neste domingo (30) que só Jesus pode curar as pessoas da “fraqueza espiritual e da falta de fé”. Foi durante homilia, ao comentar o Evangelho do domingo, que contou a história dos discípulos de Emaús.

No Evangelho, dois discípulos, a caminho do povoado de Emaús, distante 11 km de Jerusalém, vão conversando sobre a morte e ressurreição de Cristo, quando o próprio Jesus se aproxima e passa a caminhar e conversar com eles. “Quero pedir para que pensemos neste caminho como o caminho da gente”, disse Pe Luciano.

Ele lembrou que os discípulos voltavam para casa desiludidos pela morte daquele de quem esperavam a salvação do povo de Israel. “É uma frustração que se repete na vida da gente quando não temos fé, quando não percebemos, em nosso meio, a vida do Ressuscitado. E quantas vezes estamos voltando pra casa desanimados?”, pergunta.

O pároco lembrou que, muitas vezes, por falta da memória agradecida do que Deus já fez por nós, corremos o risco de perder a fé ou de não cuidar bem dela nos momentos importantes da nossa vida, da nossa casa, da nossa família.

Porém, ele lembra que os discípulos reconheceram Jesus em casa, ao partir do pão, quando o convidaram para entrar e cear com eles. “Quando Jesus entra na casa, no entardecer daquele dia, toma o pão, abençoa, reparte, e eles reconhecem que é o Senhor, que Jesus estavam com eles desde o começo da viagem. São curados da cegueira”.

Na verdade, diz Luciano Guedes, o Evangelista Lucas faz um relato sobre a Eucaristia, “que nos cura da falta de fé, da fraqueza espiritual, da descrença, da mesma forma como quando estamos voltando para casa sem acreditar, desconfiados, desolados”.

Ele também enfatiza que o Ressuscitado é reconhecido em três oportunidades: na Palavra revelada; na Eucaristia, o pão que é Jesus, dado a nós como vida; e na comunidade, pois quando os discípulos abrem os olhos resolvem voltar para Jerusalém, para a comunidade, para contar que viram Jesus. “Ou seja: sem a comunidade, isolados, corremos o risco de perder nossa referência de fé”.

O religioso finaliza com uma mensagem: “que o Senhor abra nossos olhos e nos dê o reconhecimento de que Ele está no meio de nós, em todos os momentos, inclusive quando nos abate o desanimo, a tristeza, a desconfiança e a falta de fé”.

MaisPB com Assessoria

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