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Max Oliveira é graduando em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Tem passagens pelas principais emissoras de rádio de João Pessoa, onde atuou fazendo cobertura esportiva. Atualmente é comentarista e colunista do Mais PB.

O cardápio indigesto que o Auto não merece

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publicado em 14/03/2017 às 17h00

Depois de ajudar o Auto Esporte a sair da zona de rebaixamento para alcançar a terceira colocação no Campeonato Paraibano de Futebol, o zagueiro Moises foi dispensado do clube na última segunda feira 13.

O motivo: o atleta reclamou de atraso do salário. Ele ainda não teria recebido o pagamento de fevereiro.

Para piorar o que já é ruim, o clube também estaria azedando o paladar do elenco. O cardápio das concentrações estaria resumido a pão com mortadela.

As revelações de alcova de Moises irritaram o presidente do Auto Esporte, Watteau Rodrgues. Em entrevista ao site PB Esportes, ele rebateu:

“E daí? Se ele está insatisfeito que vá embora”, desabafou o mandatário alvirrubro, que ainda disparou sua insatisfação contra a imprensa – que estaria, sendo Watteau, focando demais nos problemas do seu time e deixando de lado os gargalos enfrentados pelos adversários.

“O pessoal só se interessa pelo Auto Esporte. Eu acho que a imprensa deveria procurar saber dos outros também, como é que está essa questão de salários, porque isso acontece”, jura Watteau, que propõe “fazer uma discussão muito mais ampla”.

Ele se sente injustiçado: “Ficam atrás do Auto Esporte só porque atrasou oito, dez dias de salários…”

Menos, bem menos, quase nada Watteau Rodrigues.

O Auto Esporte, como nenhum outro clube de futebol, merece viver de pão com mortadela.

Muito menos conviver com a gerência e o pensamento de cartolas despreparados para enfrentar situações de dificuldade.

Ao contrário dos atletas, que fazem do Auto a sensação do campeonato, após brilhante campanha de recuperação, o presidente do Auto não demonstra fora de campo a mesma competência.

E cabeça vazia – como diz o ditado popular – é igual a pão sem miolo.

Sem recheio algum – nem de mortadela!

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