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Ex-modelo largou carreira na TV para ser piloto e morreu no voo da Chape

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30/11/2016 às 08h43
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Sisy Gabriela Arias Paravicini acreditava que pilotar um avião era como dirigir um carro: “Teu corpo e tua mente já sabem o que você tem que fazer, você só precisa aproveitar o passeio”, afirmou a pilota em uma entrevista ao jornal boliviano El Deber no ano passado.

Sisy, que tinha 29 anos, atuava como parte da tripulação auxiliar no voo da Lamia que transportava a delegação da Chapecoense e caiu perto de Medellin, na Colômbia, deixando 71 vítimas fatais. Ela concluiu um curso de voo nos EUA e depois voltou a seu país para ganhar experiência antes de tentar um emprego em uma grande companhia aérea.

Sisy largou uma incipiente carreira de modelo e um trabalho na Gigavision, emissora de TV de seu pai, o advogado, jornalista e apresentador Jorge Arias, bastante popular na Bolívia. Dois de seus irmãos, Junior e Carly Arias, são apresentadores da TV.

“Os pilotos têm a vida de centenas de pessoas nas mãos. Isso não é uma pressão?”, perguntou a Sisy a repórter de El Deber. “Há diferentes tipos de pressão”, respondeu a pilota. “Um deles é publicar notícias para que as pessoas possam ver, outra é carregar a vida de 300 pessoas e a dor da família delas.”

Ela tinha feito trabalhos como modelo de passarela e em eventos sociais e iniciado um curso de atuação antes de se apaixonar de vez pela vida nos ares. “Desde o momento em que reviso o avião antes de decolar para ver se está em boas condições, é inexplicável. Às vezes você pensa que um motor pode falhar e que talvez seja a última vez que você está em solo, mas logo lembro que posso ir aonde quiser, e a sensação de estar lá em cima é incrível.”

No dia do último voo do avião da Lamia, Sisy foi entrevistada por uma equipe da Gigavision dentro da cabine de pilotagem. A matéria foi ar antes do acidente e apresentada por sua irmã, Carly. “Vamos brindar-lhes com o melhor serviço”, disse a pilota auxiliar sobre a delegação brasileira. Na matéria, também aparece o piloto principal da aeronave, Miguel Quiroga.

Bol

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