04 de dezembro de 2016 - 00:52

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20/11/2016 às 14h21

Menina de 14 anos foge de casa após passar 3 dias sendo violentada pelo pai

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Na sexta-feira (18), uma menina e 14 anos fugiu de casa após passar três dias sendo violentada pelo próprio pai. Segundo a 77ªCIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), a jovem saiu de casa com uma mochila velha e poucas peças de roupas dentro de uma caixa de sapato e R$ 30. Uma guarnição da companhia, localizada em Vitoria da Conquista, realizava rondas por volta de 6h da manhã no Anel Viário quando se deparou com um taxi com a adolescente no interior do veiculo e suspeitou.

De acordo com a polícia, quando o taxista e a menina foram abordados, ela teria demonstrado retração e repulsa, e não explicou por um longo tempo para onde estava indo e o por quê. O taxista informou que a menina pediu para ir para um local longe da cidade, e que estava com receio de leva-la, pois ela não estava acompanhada de nenhum adulto.

O policial conversou com a adolescente, e ela contou que o pai tinha abusado dela, logo uma policial militar da 77ª CIPM foi até o local e coletou o depoimento da vítima. Nele, a adolescente detalhou que o pai tentou violenta-la no dia 8/11, mas não conseguiu. Uma semana depois, nesta segunda-feira (15), ele conseguiu cometer o abuso, que se repetiu mais vezes nos dois dias seguintes.

Uma guarnição se deslocou até a residência, situada no bairro Vila Marina, nas proximidades da avenida Juracy Magalhães, onde encontraram o acusado, que tem 49 anos, e foi preso em Flagrante. Ele confessou o crime e ficou impressionado por ter sido denunciado.

A adolescente foi socorrida e levada para o Hospital Esaú Matos onde realizou exames, tomou o coquetel antirretroviral, para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, e ainda pílulas do dia seguinte, que, devido o tempo do abuso, podem não surtir mais efeito. Ela seguiu internada para receber cuidados médicos.

Mesmo sendo flagranteado na delegacia, o autor foi liberado numa audiência de custódia seis horas depois de ter sido detido. A alegação é de que ele responderia em liberdade para evitar possíveis problemas que o autor encontraria na prisão por conta da intolerância com que estupradores são recebidos na cadeia.

R7