04 de dezembro de 2016 - 23:26

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17/11/2016 às 12h25 • atualizado em 17/11/2016 às 15h02

Cavalcanti alerta Estado para ‘paralisação do mercado de carros’

Roberto Cavalcanti pede que Ricardo Coutinho "chame o feito à ordem" Roberto Cavalcanti pede que Ricardo Coutinho “chame o feito à ordem”

O empresário (Sistema Correio de Comunicação e Novo Rumo Honda), Roberto Cavalcanti, alertou, nesta quinta-feira (17), sobre a decisão do Governo do Estado, que – na ótica dele – alterou o sistema e encareceu o financiamento de carros e motos na Paraíba.

O assunto foi assinalado no seu artigo semanal no jornal Correio da Paraíba. Nela, ele cita a lei estadual número 10.517, do Poder Executivo. Esta, diz o texto, inflacionou a taxa de acesso ao banco de dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para inserção do gravame – sistema que dá garantias às instituições bancárias nas operações de financiamento de veículos.

O acesso passou de R$ 10 para R$ 40, uma diferença de R$ 30, associada na dissertação de Roberto às trinta moedas, preço cobrado por Judas para trair Jesus Cristo, de acordo com os relatos bíblicos.

Cavalcanti diz que há 17 dias o sistema – com potencial de arrecadação gira em torno de R$ 2 milhões por semana na Paraíba, não opera normalmente.

A empresa credenciada e em atuação em todo o Brasil não aceitou a cobrança da diferença de R$ 30. Consequência: uma nova empresa foi habilitada pelo Estado. A Federação Brasileira dos Bancos não aceitou a mudança e o conflito paralisou o setor.

“A contenda pode ser comparada a de um hospital público contra seu fornecedor monopolista de oxigênio. Enquanto eles brigam, os pacientes morrem asfixiados”, comparou Roberto, em seu artigo.

Ele encerra o texto com uma pergunta: “Afinal, vamos sucumbir por trinta moedas?”