05 de dezembro de 2016 - 15:34

última hora
16/11/2016 às 12h14 • atualizado em 16/11/2016 às 14h00

Benjamin solicita presença da Força Nacional na Paraíba

benjamim-maranhao

O deputado federal Benjamin Maranhão (SD) se reúne nesta quinta-feira (17), em Brasília, com o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, para tratar sobre o crescente número de ocorrências contra instituições bancárias ou correspondentes registrados na Paraíba.

De acordo com Benjamin, a população está em pânico, pois durante a noite e madrugada bandos invadem as cidades, fazem reféns e explodem agências bancárias, lotéricas e dos Correios. “As autoridades policiais do Estado perderam o controle, inclusive o próprio secretário já assumiu que não tem o que fazer. Precisamos de ajuda da Força Nacional. Precisamos de ações concretas para barrar os bandidos”, comentou.

Segundo acompanhamento feito pelo Sindicato dos Bancários, este ano, já foram registradas 86 ocorrências contra agências, sendo 50 explosões, três assaltos, 27 arrombamentos, três tentativas e três ‘saidinhas de banco’. Mas este número vai aumentar, uma vez, que a última atualização foi realizada no final de outro e já foram registradas novas ocorrências. Benjamin ressalta que não existe estatística oficial sobre ações contra lotéricas e agências dos correios. Mas lembra que todas as semanas também são noticiados casos de violência contra essas unidades.

“Durante as ações dos bandidos, as cidades ficam sitiadas. A polícia admite que não atende as ocorrências pois não tem armamento para combater os criminosos. Os estabelecimentos comerciais não querem mais abrigar caixas eletrônicos. As pessoas estão com medo de morar ao lado de bancos. Muitas pessoas tiveram as suas casas danificadas após as explosões e muitas cidades não possuem mais correspondentes bancários, pois após as explosões os bancos não querem mais reabrir”, pontuou.

O deputado disse que vai conversar com o ministro sobre o problema e espera sair da audiência com algum encaminhamento para a questão. Ele lembrou ainda que além do problema de segurança, com falta de policiais, armamentos e estrutura, existe ainda a questão em relação à comercialização da dinamite usada nas explosões. “Não existe uma regulamentação e nem fiscalização efetiva. Também é necessário discutir esse assunto”, defendeu.

MaisPB