09 de dezembro de 2016 - 02:05

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Jornalista desde 1995 pela UFPB, com pós-graduação em Jornalismo Cultural. Radialista, marido de Gi, pai de Theo e editor setorial no jornal Correio da Paraíba. Torcedor do Flamengo e ex-professor do curso de Jornalismo na FFM. Já trabalhou, também, nos jornais A União e O Norte, no portal Tambaú 247, além das rádios Cabo Branco FM, Jovem Pan AM e CBN, sendo freelancer dos jornais O Globo e Estado de S.Paulo. Contato com a Coluna: jamarrinogueira@gmail.com

16 de novembro de 2016 - 09h21

‘503’: Porpino engolindo a cena

O ator e diretor paraibano Daniel Porpino é um desses artistas capazes de gerar paixões avassaladoras da plateia. Tem se mostrado pleno nos últimos trabalhos, no cinema e no teatro. Esta semana, colocou a cara à tapa em mais um espetáculo. Ele ‘atropela’ em ‘503’, peça  sob direção de João Paulo Soares.

O processo de amadurecimento de Porpino é de encher os olhos. Atua ao lado de Buda Lira (uma referência) sem ser engolido. Aliás, Porpino engole a cena. Em cerca de 60 minutos de apresentação, Porpino (o mesmo dos filmes ‘Aquarius’ e ‘Redemunho’) mostra domínio total do texto e da personagem. Convence. Conquista.

Um ser humano é ele mesmo e suas circunstâncias. É ele e sua habilidade de criar realidades e conviver com sua sozinhez. O espetáculo ‘503’, encenado no Núcleo de Arte Contemporânea, em João Pessoa, é um tratado sobre o fake e o real. Entre o imaginário e aquilo que é…

As cenas formam um labirinto de perdas e traumas. Uma amálgama de dores e desejos. O diretor João Paulo Soares urde falas e prende a plateia, mixando linguagens e sobrepondo textos entre o audiovisual (há participação da atriz Vanessa Bueno), luz e trilha sonora.

E por falar em trilha sonora, ‘503’ vale a pena mesmo que você mantenha os olhos fechados. G. Luiz Barbosa e Paulo Henrique Pontes completam o elenco. Muito jovens e muito inexperientes, não rendem bem. Não chegam a comprometer a peça…

‘503’ vale pela música. Vale pela trilha sonora. Vale pela interação com a plateia e pelo formato pouco tradicional (usando cômodos do Núcleo de Arte Contemporânea). E, acima de tudo, vale por Daniel Porpino. Ele é um espetáculo à parte…

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