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Vídeo: suspeito de esquartejar família da PB se entrega à polícia

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publicado em 19/10/2016 às 11h23
atualizado em 19/10/2016 às 13h36
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O jovem François Patrick Gouveia, suspeito de assassinar e esquartejar o tio, a esposa deste e os dois filhos do casal na Espanha, se entregou à Guarda Civil espanhola na manhã desta quarta-feira (19), segundo o advogado Eduardo de Araújo. De acordo com o advogado que defende o suspeito, Patrick saiu de João Pessoa na noite da terça-feira (18), e foi preso assim que desembarcou no aeroporto de Madri.

Os corpos de Marcos Campos Nogueira, Janaína Santos Américo e os dois filhos do casal foram encontrados em sacos plásticos dentro da casa da família, no dia 18 de setembro

Veja vídeo de Patrick se entregando á polícia espanhola clicando AQUI

“Quando eu voltei da Espanha, conversei com a família e com ele, relatando o que eu vi do processo lá. Ele entendeu que seria melhor voltar para a Espanha e responder ao processo lá do que esperar abrir um aqui no Brasil. Inclusive, ele destaca que resolveu voltar para lá justamente para ver que ele não estava foragido, como as pessoas falavam”, disse Eduardo de Araújo.

Segundo o advogado, Patrick comprou a passagem e saiu da capital paraibana em um voo convencional, com escalas em Recife e São Paulo. Ele resolveu se entregar após acertar um acordo com a polícia espanhola. “Como ele não tinha nenhum mandado de prisão no Brasil, ele não precisou viajar com a polícia, e foi sozinho”, explicou Eduardo. O voo saiu de São Paulo às 22h (horário de brasília) e pousou na Espanha no início da manhã desta quarta-feira, no horário brasileiro.

Relembre o caso

Os corpos do casal e das duas crianças foram encontrados esquartejados no dia 18 de setembro, na casa onde eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês.

As autoridades foram alertadas por um vizinho “que percebeu o odor” procedente da residência, segundo a polícia. De acordo com a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família. “A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada”, indicou o porta-voz da Guarda Civil. Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.

“O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles”, afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da

Guarda Civil. “Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa”, acrescentou.

Os parentes das duas famílias viajaram para a Espanha no dia 26 de setembro para conseguir transportar os corpos ao Brasil.

MaisPB com G1

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