06 de dezembro de 2016 - 11:06

última hora
19/10/2016 às 09h34

Setor de serviços recua 3,9% e tem a maior queda para agosto desde 2012

onibus_35djm4l

Em agosto, o volume do setor de serviços recuou 1,6% em relação a julho, segundo informou nesta sexta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com agosto do ano passado, a retração foi de 3,9%, a maior para o mês desde o início da série do indicador, em janeiro de 2012.

Com o resultado de agosto, o volume do setor acumula queda de 4,7% no ano e de 5%, nos últimos 12 meses.

De julho para agosto, foram registradas altas nos serviços de informação e comunicação (0,3%) e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,1%).

Na contramão, entre as quedas estão as dos segmentos de serviços prestados às famílias (-1,6%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%); outros serviços (-1,2%) e o agregado especial das atividades turísticas (-0,8%).

Pela ordem de influência os segmentos que mais contribúíram com o resultado mensal do setor todo de serviços foram: transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio; serviços profissionais, administrativos e complementares; serviços prestados às famílias, além de serviços de informação e comunicação.

Segundo Roberto Saldanha, analista de serviços e comércio do IBGE, os serviços de informação e comunicação, que apresentaram o melhor desempenho, foram estimulados pela Olimpíada, considerando as propagandas durante as transmissões.

Olimpíada no Rio
Quanto ao desempenho do setor de serviços de julho para agosto, as maiores variações altas partiram do Rio de Janeiro (2,7%), de Ceará (2,1%) e do Rio Grande do Sul (1,4%). Na outra ponta, estão Rondônia (-14,3%), Espírito Santo (-6,2%) e Mato Grosso (-6,1%).

Na comparação com agosto de 2015, todas as unidades da federação mostraram queda, com destaque para Rondônia (-21,2%), Amazonas (-16,1%) e Espírito Santo (-13,9%).

“Os Jogos Olímpicos realizados no mês de agosto no Rio de Janeiro trouxeram impactos para o setor de serviços, que podem ser mais bem avaliados pela ótica regional. Os resultados de volume para o Rio de Janeiro, na série livre de influências sazonais, apontam para um crescimento de 2,7% em agosto, frente ao mês imediatamente anterior, contra recuos de 1,7% em julho e de 0,9% em junho”, disse o IBGE, em nota.

Receita nominal
A receita nominal teve baixa de 0,4% sobre julho. Em relação a setembro do ano anterior, subiu 2,2%. No ano, o indicador acumula alta de 0,5% e, em 12 meses, de 0,2%.

“O fator Olimpíada ajudou a recuperar a receita de julho, que é um mês naturalmente de férias. No Rio de Janeiro, não teve férias escolares, que foi em agosto. Mas o evento olimpíada, já a partir da segunda quinzena de julho, começou a incrementar os serviços turísticos.”

G1