João Pessoa, 28 de março de 2017 | 23ºC / 29ºC 05:53 0.9 | 12:04 1.9 | 18:36 0.8 $ Dólar R$ 3,08 - € Euro R$ 3,34

ÚltimaHora
CRUELDADE

Adolescente é drogada, estuprada e morta por empalamento

Comentários:
18/10/2016 às 16h33
A- A+

Nunca “vi um conjunto de fatos tão aberrantes”, diz a promotora Maria Isabel Sánchez.

Ela está encarregada do caso de Lucía Pérez, adolescente de 16 anos que foi drogada, estuprada e morta por empalamento no balneário de Mar del Plata (Argentina) no sábado (15). Suspeita-se que ela tenha sido vítima de uma gangue de traficantes.

O crime hediondo chocou a Argentina, especialmente por ter ocorrido uma semana após uma grande manifestação de mulheres contra a violência na cidade de Rosário.

A história de Lucía só fez aumentar a sensação de insegurança e a percepção de crescimento do poder do narcotráfico entre os argentinos. Isso apesar de a Argentina ser um país com um dos menores índices de homicídios da América Latina – 8,8 por 100 mil habitantes em 2013 (o Brasil, por exemplo, registrou índice de 25,8 por 100 mil em 2014).

“Overdose”
A promotora Sánchez informou que o corpo de Lucía foi deixado em um hospital de Mar de Plata. A menina estava de banho tomado e vestida, inclusive com a roupa íntima. Segundo informações da mídia local, os agressores teriam avisado que a jovem sofrera uma overdose.

A promotora suspeita que Lucía mantivesse algum tipo de relacionamento com um dos supostos agressores. Dois suspeitos – Matías Farías, de 23 anos, e Juan Pablo Offidani, de 41 anos – foram presos no domingo na casa em que o crime teria ocorrido.

“A menina foi à casa voluntariamente e lá foi atacada”, disse Sánchez.

A Justiça argentina pediu ainda a prisão preventiva de um terceiro suspeito. De acordo com a polícia, o mesmo carro usado para deixar a menina no hospital foi visto próximo à escola.

Preocupação com insegurança

Pesquisas recentes revelam que a insegurança se transformou na principal preocupação dos argentinos. E a violência de gênero está no centro do problema: estatísticas do Ministério da Segurança mostram que crimes sexuais aumentaram 78% entre 2008 e 2015.

O Registro Argentino de Feminicídios, órgão do governo criado em 2015 após uma grande marcha contra a violência contra a mulher, estima que duas de cada dez mulheres assassinadas na Argentina tenham feito queixas prévias sobre violência.

A Argentina tem, de acordo com estatísticas oficiais, um dos maiores índices de tráfico humano da América do Sul.

“Mas não podemos encarar casualmente o fato de que Lucía foi violada e morta em Mar del Plata, onde já se mataram mulheres impunemente para proteger as redes de tráfico de mulheres”, disse, em comunicado no Facebook, a ONG Ni Una Menos (Nem uma a menos, em português), que denuncia casos de violência contra a mulher na Argentina.

Com 600 mil habitantes, Mar del Plata é o município argentino com o maior número de condenações por exploração sexual.

A publicação, com quase duas mil curtidas em apenas 24 horas, também convoca organizações de gênero para uma paralisação de mulheres nesta quarta-feira.

“Vi mil coisas na minha carreira, mas nada igual a isso. Sei que não é muito profissional dizer isso, mas sou mãe e mulher”, afirma a promotora.

Terra

Leia Também

Colunas

Whatsapp(83) 99346-5236

  • Memorial na Ponte de Westminster
  • Gilberto Gil e Raimundo Asfora, em Campina Grande
  • Pôr do sol em Marizópolis

Pôr do sol em Marizópolis

Enviado por
Ivan Alves

mais lidas