João Pessoa, 21 de setembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora
PREJUÍZO

Países latinos perdem até 2% do PIB com contrabando

Comentários:
publicado em 17/10/2016 às 16h42
atualizado em 18/10/2016 às 06h56

“A situação do comércio ilícito é grave”, diz deputado Efraim Filho (DEM/PM), ao apresentar dados sobre contrabando no Brasil. Segundo o parlamentar o crime organizado se alimenta do contrabando e está se estruturando nas regiões de fronteiras do Brasil e dos demais países da América Latina.

“Hoje o contrabando não é mais uma preocupação local. Com dimensão continental os países da América Latina perdem por ano entre 0,9% e 2% de seu PIB”, afirmou Efraim Filho.

Em função destes dados a Frente Parlamentar contra o Contrabando, presidida pelo deputado, tem realizado uma série de reuniões e debates sobre a gravidade e os riscos, que o comércio ilegal, trazem para o país.

De acordo com o congressista na última reunião com o ministro da justiça, Alexandre de Moraes, com representantes dos setores que mais sofrem com o contrabando ficou claro a gravidade desta prática. “Nem sempre a pessoa que compra um CD pirata, um brinquedo, um remédio, ou até mesmo um cigarro sabe que está contribuindo para a estruturação do crime organizado na sua região e no País”, declarou Efraim Filho.

Além da segurança pública outra questão importante a ser tratada, de acordo com o presidente da Frente Parlamentar é a questão tributária, que foi tema recentemente de um debate público. Na avaliação dele a diferença é assombrosa entre os preços dos produtos. Enquanto no Paraguai os cigarros pagam impostos que não superam 16%, no Brasil esse percentual pode chegar a mais de 80%. Ou seja, quanto maior a carga tributária sobre os produtos nacionais, mais competitivos se tornam o que são ilegais, e mais a população sofre com o aumento da criminalidade e dos tráficos de drogas e de armas.

MaisPB

Leia Também