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após 200 cirurgias

Superação: com 65% do corpo queimado, modelo renasce com o triatlo

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publicado em 16/10/2016 às 10h06
atualizado em 16/10/2016 às 10h07
Turia Pitt passou por 200 cirurgias

A história de Turia Pitt é forte. Modelo australiana e corredora, ela viveu um drama há cinco anos, quando, durante uma ultramaratona em seu país, tornou-se vítima de um incêndio florestal. Ela correu sério risco de morte pelas queimaduras graves em cerca de 65% de seu corpo, mas sobreviveu. Os médicos, então, disseram que correr não seria mais possível. Ela não aceitou a previsão. Mais que isso, neste ano, completou o Mundial de Ironman no Havaí.

Turia foi submetida a cerca de 200 cirurgias. Partiu das chances pequenas de sobreviver para intermináveis intervenções plásticas. A modelo, no entanto, não conseguiu ficar longe do esporte. Além de voltar a correr, ela queria mais. Queria provar para os médicos que, sim, era possível voltar. O desejo de competir em um Ironman a empurrou para essa luta, segundo ela.

No último sábado, Turia Pitt enfrentou os 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida no Ironman do Havaí, o Mundial da modalidade. Terminou em 14h37min, dentro do tempo limite de 17h. Para se classificar, ela conseguiu o índice em outro Ironman, na Austrália, em maio.

“Estou realmente orgulhosa. Não foi uma prova perfeita e nem tudo saiu como planejado, mas me dediquei ao máximo e dei tudo de mim”, vibrou a modelo depois de cruzar a linha de chegada e ouvir o tradicional “você é um Ironman”.

Para Turia, o Ironman teve mais obstáculos do que os naturais da prova. Devido às queimaduras, ela precisou usar trajes especiais para enfrentar o calor e a exposição ao sol. “Meu corpo não consegue regular a temperatura naturalmente, então precisei fazer alguns ajustes na minha roupa”, contou ela.

Além das queimaduras, o incêndio florestal também fez com que ela precisasse amputar cinco dedos das mãos. Por isso, sua bicicleta foi adaptada para que pudesse trocar as marchas e usar o freio nas competições. Tantas dificuldades, segundo ela, são poucas em comparação ao que ela viveu em 2011. “Eu lembro como foi minha recuperação e isso ajuda muito”.

Outro fator fundamental foi o apoio de seu marido, Michael Hoskin. Em 2011, após o acidente, o então policial abandonou a carreira para ficar ao lado de Turia Pitt. E continua assim a cada etapa da vida dela, que agora já inclui dois Ironman.

Uol

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