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Bala de borracha da Polícia Militar danifica marca-passo e mata empresário

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publicado em 10/10/2016 às 14h10
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Um empresário de 50 anos foi morto após ser atingido com um tiro de bala de borracha no peito durante uma intervenção da Polícia Militar em São Sebastião neste domingo (9). Segundo a PM, o policial que atirou agiu em legítima defesa durante um surto do empresário, que estaria portando uma arma de pressão. A Polícia Civil investiga o caso.

De acordo com o boletim de ocorrência, a ação que terminou com a morte de Fernando Rosamília Bello teve início por volta das 22h quando ele, que estava em processo de separação e com depressão, teria sofrido um surto e começado a arremessar objetos pela janela do sobrado onde morava no bairro Juquehy.

Durante a crise, de acordo com a polícia, ele portava uma faca e uma arma de pressão. A vítima teria feito disparos contra pedestres. Um deles foi atingido e socorrido com ferimentos leves.

A Polícia Militar foi acionada por moradores e tentou negociar a rendição do homem. Após uma negociação frustrada, a polícia invadiu a casa e relatou que Fernando ameaçou o policial com uma faca. O policial reagiu atirando contra a vítima com uma arma de pressão para rendê-lo. A PM também teria tentado antes conter o empresário com spray de pimenta, porém sem sucesso.

Após o disparo, o empresário passou mal e desmaiou. Segundo o laudo médico preliminar, a bala de borracha atingiu o marca-passo que ele usava – o equipamento mantinha os batimentos cardíacos da vítima. O impacto da bala de pressão danificou o equipamento, segundo o boletim de ocorrência.

O homem chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

À polícia, pessoas ligadas à vítima contaram que ele sofria de problemas psiquiátricos. O caso foi registrado na Polícia Civil como homicídio decorrente de intervenção policial e será apurado.

A PM informou em nota que a causa da morte vai ser comprovada por laudo pericial e, pode ter sido a descarga do aparelho de marca passo, ou o esforço desprendido pela vítima no ato da prisão. Sobre o disparo com bala de borracha, que consta no boletim de ocorrência, a corporação não comentou. Um inquérito interno foi instaurado para a apuração dos fatos.

G1

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