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Campeão pelo Flu, ex-lateral vira taxista no Rio de Janeiro: “Tricolores ficam loucos”

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publicado em 10/10/2016 às 09h11
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Ronald foi campeão brasileiro pelo Fluminense em 1995

Campeão carioca pelo Fluminense em 1995, o ex-lateral direito Ronald hoje é taxista no Rio de Janeiro. Mais de duas décadas após o título, porém, ele sonha em retornar ao clube das Laranjeiras para fazer o que sabe de melhor: dar aula de futebol.

Enquanto o sonho não se realizada, Ronald completa sua renda como taxista desde junho. Mas é difícil passar despercebido pelas ruas e avenidas cariocas. “Quando entra tricolor no táxi, os caras ficam loucos”, conta ele à reportagem estacionado com seu táxi amarelo na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na zona sul do Rio.

“Os caras tiram fotos, ficam batendo papo a corrida toda. Nas ruas as pessoas me reconhecem direto, foi muito marcante aquele gol do Renato Gaúcho de barriga [que deu o título carioca ao Fluminense em 1995]. Os torcedores do Fluminense reconhecem na hora, entram, ficam olhando e depois falam”, explica Ronald.

Embora seja taxista há pouco mais de três meses, Ronald já conhece os dilemas da profissão. Perguntado se o novo ofício dá conta de sustentar as despesas, ele reclama da concorrência, mas admite que é o suficiente.

“O Uber está acabando com o taxista. O valor deles é muito baixo. Mas aqui na zona sul o pessoal ainda pega taxi, se você estiver na rua rodando direitinho, você consegue faturar, sim. É meu ganha-pão.”

“Esse táxi é de um amigo que jogou a chave no meu peito e falou: ‘é teu agora’. O carro é como se fosse meu, eu fico com ele direto e trabalho os 7 dias da semana. Deve dar quase uns 4 mil reais por mês, mas tem que tirar a diária 120 reais que vai para o dono do táxi. Eu faço a diária e o que entrar depois o valor é meu”, diz.

Apesar da novidade de ser taxista, Ronald não abandonou a velha paixão. Há 17 anos, o ex-lateral tem uma escolinha de futebol que carrega seu nome e cujo gramado está passando por reforma – motivo, aliás, da nova vida como taxista. Como não queria ficar parada, ele aceitou o desafio da nova profissão.

Nesse período, Ronald trabalhou tanto nas categorias de base como no profissional de diversos clubes tradicionais do Rio de Janeiro, a exemplo de Olaria, Bonsucesso, São Cristóvão e América. Agora, ele quer realizar o sonho de voltar ao Fluminense.

“Ser treinador aqui no Rio está muito difícil, clube pequeno você trabalha, mas às vezes não recebe. Eu estou numa expectativa muito grande da nova eleição que haverá no Fluminense, em novembro. Tem um candidato, o Mário Bittencourt, que falou que sendo eleito eu vou trabalhar no futebol do Fluminense. É o meu sonho trabalhar no Fluminense”, revelou.

Uol

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