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Em meio à crise, prefeito decreta uma semana de ‘feriadão’

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publicado em 09/10/2016 às 18h03
atualizado em 10/10/2016 às 09h13
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O feriado de 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, cai na próxima quarta-feira. Apesar de ser no meio da semana, o prefeito de Monte Alegre do Sul (SP) resolveu decretar um “feriadão” durante os cinco dias úteis. Escolas, creches e postos de saúde vão ficar fechados. A medida, que é para cortar gastos, gerou polêmica na cidade.

O prefeito Carlos Albertro Aparecido de Aguiar determinou, por meio de decreto, que “fica suspenso o expediente nas Repartições Públicas Municipais nos dias 10, 11, 13 e 14 de outubro de 2016”.

O documento também ressalta que as atividades essenciais de “limpeza pública, coleta de lixo, serviços da Unidade de Pronto Atendimento Municipal e vigilância de próprios municipais” não vão parar. Assim como o setor de ambulâncias.

Prática antiga
Essa prática do prefeito já aconteceu no ano passado e, apesar da reclamação dos moradores, voltou a ser realidade. A justificativa é a mesma do ano anterior.

“Pra enxugar os gastos e pra fechar a folha de pagamento, poder fazer o pagamento dos funcionários. Enfim, a explicação é por conta da crise financeira”, explica a assistente jurídica da Prefeitura, Patrícia Cesário.

Sem fisioterapia
No entanto, serviços como entrega de leite e fisioterapia, que são oferecidos pelos postos de saúde, não vão funcionar e muita gente se sente prejudicada.

Marli de Souza está desempregada, a mesma situação do marido dela. Eles não têm como comprar o leite das filhas e costumam pegar no posto de saúde. Mas, esta semana eles não terão como pegar o alimento.

“Acho uma piada de muito mau gosto. Falta de respeito muito grande. Uma paralisação para a cidade, né? (…) É alto o nosso imposto. Então, a gente têm direitos, direito de falar, de escola, de saúde “, é o que pensa a dona de casa Débora Andrade de Oliveira

“[Vou] Fazer milagre. Agora não tem mais esse leite, né? Pelo menos para a semana que vem a gente sabe que não vai ter”, afirma.

Apoiado em duas muletas e com pinos em uma das pernas, o ajudante de motorista Cristiano Portilho faz fisioterapia para conseguir voltar a andar sozinho.

“É uma vergonha. Um descaso com a população. (…) Não tem motivo pra isso”, disse.

Sem aulas
A faxineira Daiana Barbosa tem uma filha de 7 anos e não sabe com quem poderá deixá-la durante toda a semana. Segundo ela, as crianças também vão perder pela falta de aulas.

“Vai complicar muito pra mim, porque como eu vou tirar o dinheiro, que já é pouco, das faxinas para pagar alguém para olhar a minha filha?”, explica.

Globo

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