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Presidente do Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba – IDEP. Professor do DCSA/CCAE/UFPB. Líder do GAPCIC/UFPB/CNPq.

Reeleição apaga os problemas ou os acende?

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publicado em 05/10/2016 às 13h39
atualizado em 06/10/2016 às 13h25
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Passadas as eleições, alguns pontos de interrogação surgem e nos levam a refletir sobre o tempo que o eleitor/cidadão dará aos gestores para corrigirem os rumos de suas ações. Projetos em andamento e promessas de campanhas estarão sob a mira do eleitor. Fica evidente que em cidades onde houve reeleição, a exemplo de João Pessoa e Campina Grande, o tempo será ainda mais curto. A vitória no primeiro turno se refere a uma aprovação da gestão e aos seus antagonistas, essas relações são diferentes. As comento rapidamente a seguir.

Em João Pessoa o contraponto foi feito por pessoas que não haviam sido experimentadas nas urnas; Cida Ramos, Charliton Machado e Vitor Hugo, ao passo que em Campina Grande foi um mix de ex-gestor; Veneziano Vital e os neófitos, inclusive na cidade, como é o caso de Adriano Galdino, tendo ainda Artur Bolinha e Valter Brito Neto. Essa movimentação dá indícios que o novo modelo de campanha pode gerar favorecimentos para aqueles que tem recall, mas isso será reduzido com o fim da reeleição. Fica a dica para reflexão: não há de se inventar nomes ou mesmo tirá-los da cartola como num passe de mágica.

Voltando ao ponto, há de se perguntar, como a população fará essa distinção entre a atual administração e a nova que só se inicia em 01 de janeiro de 2017. Sabiamente os gestores, deverão iniciar a temporada de escolha dos nomes para os futuros cargos, fazendo as “costuras” políticas, realizando uma transição cautelosa e principalmente cuidando de dois pontos primordiais como a escolha de seus secretários e as negociações com o poder legislativo, para eleição da mesa diretora. Gerir com uma Câmara em oposição é jogo duro. Mesmo não admitindo a participação, sabe-se que todo gestor inteligente atua, mesmo que de forma bem tênue, para que seus projetos sejam aprovados.

Nesse meio tempo, como fica a população? Pergunto isso, porque debateu-se tanto em João Pessoa a lentidão de obras e outras questões negligenciadas pela atual administração, porém viu-se que em muitos casos a situação nacional influenciou e foi dada uma nova chance aos prefeitos. Sabe-se que a população não dará esse tempo a nova gestão, uma vez que eles não têm antecessor, sendo eles mesmos a dita: “gestão passada”.

Já em Campina Grande, a questão foi centrada em se debater modelos de gestões. O modelo de Veneziano versus o modelo de Romero. A questão hídrica, mobilidade urbana, oportunidades de emprego e a colocação de Campina Grande em evidência, foram pontos importantes. Temos as questões que envolvem o Complexo Aluísio Campos.

Nesse período também o governo do estado viverá momentos de repensar seu rumo, e até de fazer reformas. Caberá a ele dar o norte que o Estado precisa e do ponto de vista político, nutrir os sonhos do agrupamento que representa.

Diante de tais constatações, cabe aos gestores transparência com o planejamento para continuar seu trabalho, que foi coroado pelas urnas, sabendo que existem pontos que precisarão ser reprogramados e até descontinuados por não terem atingido seu objetivo, guiado por suas cartas programas, ou mesmo, pelos instrumentos que constem na Lei Orgânica do município.

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