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Estudo aponta que mais de 50% da população têm insônia

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publicado em 15/01/2015 às 17h05

 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% da população dorme mal e apresenta algumas das 80 síndromes listadas pela Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono. No Brasil, em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira do Sono, 53,9% dos indivíduos queixam-se de insônia e aproximadamente 43% continuam cansados durante o dia. Com isso, a qualidade de vida é diretamente afetada.

De acordo com a dra. Rosana Souza Cardoso Alves, coordenadora do Departamento Científico de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as causas são variadas, de fatores ambientais até genéticos. Em geral, a prevenção é a manutenção de rotina saudável e evitar situações que atrapalham o sono como, por exemplo, café em excesso, refeições noturnas pesadas e álcool.

Apneia –  Resultado da maior resistência nas vias aéreas, dificulta a passagem de ar durante o sono. Dados do Instituto do Sono da UNIFESP mostram que cerca de 40 milhões de pessoas sofrem com apneia, no Brasil.

Seus principais sintomas são ronco e sonolência excessiva diurna, mas a neurologista destaque que pacientes que roncam não apresentam necessariamente apneia do sono. “Se o ato de roncar é habitual e acompanha grande sonolência diurna, a investigação é necessária”, alerta. Segundo a médica, fatores genéticos podem desencadear o problema, assim como obesidade e, no caso das mulheres, a pós-menopausa. Seu tratamento pode ser feito por meio do aparelho de pressão positiva contínua na via aérea (CPAP) em boa parte dos casos.

Insônia –  Caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e/ou manter o sono. Dra. Rosana explica que os principais agentes que propiciam a insônia são fatores psicológicos e psiquiátricos, como depressão, ansiedade e estresse.

Durante o dia, alterações no humor, na capacidade de atenção e memória, irritabilidade e excesso de sono são sinais de noite mal dormida. Após, aproximadamente, um mês com o problema é indicado procurar um especialista, pois é possível que o distúrbio esteja crônico.

Para combater, identifica-se a causa e reorganiza-se a rotina, tornando-a mais saudável e tranquila. “Quando essas medidas não funcionam, em geral indicamos terapia cognitiva comportamental e, em alguns casos, medicamentos”, informa a médica.

Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) – Segundo dados da ABN, 7% dos brasileiros apresentam essa síndrome que provoca formigamento e necessidade de mover as pernas em momentos de repouso ou próximo da hora de dormir.

Para diagnosticar a SPI e diferenciá-la de outros problemas motores, dra. Rosana enfatiza que é necessário observar a falta de queixas durante o dia e não há nenhuma anormalidade nas funções motoras. O tratamento mais indicado é o alongamento e a prática de exercícios leves. Em quadros mais intensos, o neurologista prescreve medicamentos.

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