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Forças curdas e árabes bloqueiam principal rota do EI à Turquia

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publicado em 10/06/2016 às 08h35
atualizado em 10/06/2016 às 08h36

A principal rota de abastecimento do grupo Estado Islâmico (EI) entre Síria e Turquia ficou bloqueada depois que forças curdas e árabes cercaram completamente a cidade de Manbij, um duro golpe para os jihadistas.

“A última rota entre Manbij e a fronteira turca foi bloqueada nesta manhã pelas Forças Democráticas Sírias (FDS)”, uma coalizão de curdos e árabes apoiada pelos Estados Unidos, disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma grande rede de fontes em todo o país.

Manbij era o cruzamento estratégico na principal rota de abastecimento de combatentes, armas e dinheiro para o EI entre Turquia e Raqa (norte), capital de fato dos jihadistas na Síria.

O Estado Islâmico ainda controla uma faixa da fronteira com a Turquia e rotas secundárias, de acesso mais difícil e perigoso, acrescentou Abdel Rahman.

“Para que os jihadistas cheguem de Raqa à fronteira turca, devem passar agora por uma rota mais perigosa para eles devido à proximidade das tropas do regime sírio e dos bombardeios russos”, explicou.

Nos últimos dias, a aliança árabe-curda das FDS, apoiada por ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos, conseguiu bloquear a rota que une Manbij com o outro ponto de passagem de Jarablos, mais ao norte.

Nesta sexta-feira também “ocuparam a última estrada que une Manbij com a passagem fronteiriça de Al Rai, do lado noroeste”, disse Abdel Rahman.

O cruzamento entre Manbij e Raqa, mais a leste, também está bloqueado.

Milhares de habitantes fugiram de Manbij quando os jihadistas, que expulsaram suas famílias, se entrincheiraram para defender a cidade, segundo o OSDH.

Entrada do primeiro comboio de ajuda humanitáriaNo início desta semana, o comando militar americano para o Oriente Médio indicou que a ofensiva de Manbij formava parte dos esforços dirigidos a “expulsar o Daesh (acrônimo do EI em árabe) da fronteira turca” e “a limitar a chegada de combatentes estrangeiros e minimizar a ameaça do Daesh contra a Turquia, a Europa e os Estados Unidos”.

O EI enfrenta há semanas na Síria as ofensivas das FDS e as das tropas do regime de Bashar al-Assad, apoiadas pela aviação russa.

As múltiplas ofensivas ilustram a determinação dos russos e dos americanos, que apoiam atores diferentes do conflito, de unir seus esforços na luta contra o EI, grupo ultrarradical responsável por terríveis atrocidades cometidas na Síria e no vizinho Iraque, assim como de mortíferos atentados em todo o mundo.

Além disso, um comboio de ajuda humanitária com comida entrou na noite de quinta-feira em Daraya pela primeira vez desde que o regime sírio começou, em 2002, o cerco a esta cidade rebelde próxima a Damasco, anunciou à AFP Tammam Mehrez, diretor de operações do Crescente Vermelho sírio.

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