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DESGOVERNO

Efraim Filho lamenta cortes de bolsas de pós-graduação no exterior

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publicado em 01/05/2016 às 18h50
atualizado em 01/05/2016 às 19h37

O deputado federal paraibano Efraim Filho (Democratas) lamentou a suspensão de novas bolsas de pós-graduação da comunidade acadêmica do Brasil no exterior. No começo do mês, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou a suspensão, enquanto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) congelou o programa Ciência Sem Fronteiras.

“Esse é mais um atestado do desgoverno, da falta de gestão, da irresponsabilidade com o orçamento público é mais uma prova da incapacidade desse desegoverno em gerir os recursos públicos” protestou Efraim.

Efraim ainda lembrou que os cortes nas verbas de fomento à pesquisa no exterior já tinham praticamente sido congeladas, em 2015, a oferta de novas bolsas concedidas pelo CNPq: no ano passado foram concedidas apenas 68 bolsas. Em 2014 o número foi de 7.883. “São números que apontam que esse Governo tinha apenas interesse eleitoreiro em investir na pesquisa e extensão” lamentou.

Aumento dos gastos, diminuição das bolsas

Em 2013, o CNPq dedicou R$ 401 milhões no pagamento de suas oito modalidades de bolsas de estudo no exterior. No ano seguinte, os gastos subiram para R$ 808 milhões, em uma alta de 101%. Em 2015, último ano em que novas bolsas foram concedidas, os gastos chegaram em R$ 724,5 milhões.

A gradual diminuição no ritmo de oferta de novas bolsas do CNPq já vinha afetando as seguintes modalidades: doutorado, doutorado sanduíche, estágios júnior e sêniores, estágio/especialização, graduação sanduíche e pós-doutorado.

Inglaterra, Espanha e Estados Unidos, os três destinos com o maior número de bolsas concedidas em 2015, viram os números despencar no ano passado.

O CNPq atendeu, em 2015, 19 bolsas para acadêmicos brasileiros nos Estados Unidos. Em 2014, foram 756, um número 40 vezes maior que o total concedido no ano passado.

Também houve congelamento nas bolsas concedidas para pesquisa na Espanha. No ano passado, nenhuma foi concedida, sendo que em 2014 foram liberadas 807.

Pesquisas na Inglaterra também apresentaram queda: foram somente duas bolsas em 2015. No ano anterior foram 1.498.

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