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Agora, Cristina Kirchner diz não acreditar em suicídio de promotor

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publicado em 22/01/2015 às 15h15

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, usou seu perfil no Twitter nesta quinta-feira (22) para falar sobre a morte do promotor Alberto Nisman e divulgar uma carta publicada em seu blog. No texto, ela afirma que está "convencida" de que a morte do promotor "não foi um suicídio". Em sua primeira carta sobre o assunto, ela cogitava a possibilidade de que o promotor havia se matado.

"Por que alguém ia se suicidar sendo promotor e gozando ele e sua família de uma excelente qualidade de vida?", assinalou no novo texto a presidente, que continua sem aparecer em público.

Nisman foi encontrado morto em sua casa, em circunstâncias ainda desconhecidas, na noite de domingo (18), com um tiro na têmpora, poucos dias depois de ter denunciado a presidente, Cristina Kirchner, e vários de seus colaboradores por uma suposta tentativa de acobertar terroristas iranianos, que teriam sido responsáveis pelo ataque contra a associação israelita Amia, em 1994, em que 85 pessoas morreram.

Nisman deveria apresentar na segunda-feira a deputados sua denúncia e supostas provas contra a presidente e o chanceler argentino, Héctor Timerman. "Usaram ele enquanto estava vivo e depois precisavam dele morto. É assim triste e terrível", disse Cristina na carta.

A presidente também diz que dados falsos foram passados para o promotor fazer a denúncia e cita reportagens de jornais que disseram que a acusação feita por Nisman, aberta ao público após sua morte, não prova as ligações do governo para acobertar terroristas.

Kirchner diz ainda que é "oportuno que se ordenem processos e investigações o mais rápido possível" sobre os policiais federais que protegiam Nisman.
"A denúncia do promotor Nisman nunca foi por si só a verdadeira operação contra o governo. Ela cai pouco depois de começar a andar. Nisman não sabia e provavelmente nunca soube. A verdadeira operação contra o governo era a morte do promotor depois de acusar a presidente, seu chanceler e o secretário geral do La Cámpora [organização kirchnerista] de terem encoberto iranianos acusados pelo atentado terrorista da Amia", escreveu a presidente.

G1

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