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Militantes picharam Câmara com lama e são acusados de crime ambiental

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publicado em 27/11/2015 às 12h07

Quatro militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participaram de um ato dentro da Câmara na quarta-feira em protesto contra o acidente ambiental em Mariana (MG) foram transferidos para uma unidade da Polícia Civil e continuam presos. Eles são acusados justamente de cometer crime ambiental por terem pichado uma das paredes da Câmara.

Os manifestantes escreveram a palavra “morte” com lama. O chão também ficou sujo de lama. Houve confronto entre os militantes e agentes da Polícia Legislativa da Câmara, com uso da violência. Depois do episódio, servidores da limpeza retiraram a sujeira com facilidade e logo o trecho do corredor foi liberado para quem circula pela Casa.

Em nota, o MST reafirmou que se tratou de uma intervenção teatral. Os militantes estão presos na Delegacia de Polícia Especializada. Os advogados do movimento entraram com um habeas corpus tentando liberar os quatro.

A Câmara dos Deputados informou que cinco manifestantes foram levados ontem para a Coordenação de Polícia Judiciária, do Departamento de Polícia Legislativa da Casa, mas utilizaram o direito de permanecerem calados. Quatro deles – Augusto Maik de Deus Gomes, Clarkson de Souza Felix, Ivan Condorek e Tiago Caetano Nogueira – foram autuados em flagrantes e indiciados na Lei de Crimes Ambientais (pichar edificação ou monumento urbano) e dois artigos do Código Penal (por injúria real e resistência). Somadas, essas penas podem chegar, se condenados no máximo, a quatro anos de cadeia.

Em nota, a Câmara informou que os jovens entraram como visitantes no Anexo 2 com uma substância que “se assemelha a lama”. Diz que a palavra “morte” que escreveram pode significar uma referência à tragédia ambiental em Mariana.

OGlobo

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