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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Refundação

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publicado em 14/09/2014 às 18h33

O escândalo de corrupção envolvendo a Petrobrás – patrimônio e orgulho brasileiro – é a última gota d’água para um processo inevitável e urgente: a refundação da República Brasileira, vilipendiada por um sistema político desonesto e movido a interesses paroquiais, escusos e subterrâneos.

Ouvi o termo (refundação) da boca de nada mais nada menos do que o presidente da CPI da Petrobrás, o paraibano Vital do Rêgo, para quem os casos na lista de propinas com dinheiro da nossa mais importante estatal são “gravíssimos” e suscitam um grande debate nacional sobre o país que vivemos e o país que queremos.

O Caso Petrobrás é mais um que se soma ao arsenal de malfeitos descobertos, vazados e denunciados, quase sempre recheado de muito estardalhaço e quase nada de punição efetiva, salvas raras exceções. São fagulhas do estopim que levou milhares de brasileiros às ruas em junho de 2013.

Logo após o avassalador movimento popular, o Poder – Congresso e Governo – tratou de anestesiar o povo brasileiro com lenitivos e ensaios de reformas políticas. Tudo não passou de arremedo improvisado e sem qualquer efeito de mudanças factíveis no nosso falido modelo.

Para Vital, os políticos, equivocadamente, acharam que alienaram a população com as insossas medidas adotadas como resposta ao duro e inconfundível protesto. Continuam pensando que as coisas voltaram ao normal e que o eleitor está devidamente domado e pronto para referendar o status quo.

Ledo engano, pensa Vital, com nosso endosso. O Brasil chegou ao limite. De alguma forma esse acumulado de frustrações, decepções e enojamento com o que aí está vai ser despejado nas urnas em cinco de outubro. Depois das eleições, o País não pode mais adiar a sua refundação, sob pena do brasileiro fazê-la com suas próprias mãos.

Quem avisa… – Daqui pra frente, a estratégia de comunicação das campanhas ao Governo da Paraíba passa mais do que nunca a ter papel decisivo e intransferível no rumo das eleições.

Amigo é – Coordenação, direcionamento, senso crítico e feeling são fundamentais. Quem ignorar esses quesitos pode pagar um alto preço. A hora é de profissionalismo e pé no chão.

Só Dilma não vem – Com as presenças na Paraíba de Aécio Neves e ontem de Marina Silva, ameaça real ao projeto de reeleição de Dilma, a coordenação estadual da campanha de Dilma deve estar desconfortável pela completa ausência da presidente em solo paraibano, uma falta que soa a desprezo ou pouco caso com o Estado.

Gelo – De mãos atadas, só sobra à coordenação de Dilma a organização de previsíveis e frias caminhadas, plenárias e inaugurações de comitês. Sem envolvimento da candidata.

No pé – Nessa reta final, o ex-senador Wilson Santiago (PTB) tem colado em Cássio nas agendas, comícios e atividades no Interior. É a fórmula para crescer na preferência.

Olho no olho – O senador Cícero Lucena (PSDB) revelou o conteúdo da conversa que teve com seu assessor Paulo Oliveira sobre o envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.

Demissão – “Eu disse que espero que ele prove a inocência dele, mas não tem condição dele continuar me assessorar enquanto ele não provar sua inocência”, sentenciou Lucena.

Pra entender – Oliveira trabalhava com Cícero desde 2007. Ele teve uma passagem paga pelo doleiro numa viagem a São Paulo. Lá, deixou um cartão de assessor do gabinete do senador.

Abordagem – Ontem, a Justiça Eleitoral, acompanhada da PM, fez uma batida na PAN Recreativa do bairro de Mandacaru para apurar movimentação de candidata à deputada do PSB.

Profecia – Presidente estadual do PRB, Pastor Jutahy Menezes prevê surpresas na votação do bispo José Luiz (PRB), candidato a deputado federal da Igreja Universal da Paraíba.

Opinião – Do leitor Geraldo Veras (geraldoveras@hotmail.com) sobre o artigo que tratou da apatia do eleitor com o processo como esperança da campanha de Ricardo Coutinho.

Silêncio – “Entendo esse estado silente do povo como sendo a maneira de se proteger de quem detém o poder e não o inverso”, discorda Geraldo da avaliação girassol. E diz mais…

Inverso – “Historicamente e, mais acentuadamente, com o advento da reeleição, sempre que o povo apresentou esse estado de letargia sua tendência foi migrar para a oposição”.

PINGO QUENTE  – “Quando serve a ele, presta. Quando não serve, descarta”. Do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), atacando o que chama de “oportunismo” na postura de Ricardo em relação aos aliados e ex-aliados.
 

*Reprodução do Correio da Paraíba.

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