João Pessoa, 21 de fevereiro de 2018 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Meu maior presente

Comentários:
publicado em 25/12/2014 às 16h30

De tudo que minha mãe, dona Marizete, e minha avó, dona Nuita, me ensinaram e me deram, nada tem sido mais importante, precioso, duradouro e imorredouro. De tudo, minha maior gratidão é por elas terem pregado, do jeito delas, falando ou cantando, sobre sua existência.

Não por coincidência, os melhores momentos nossos juntos, na infância com meu irmão Hernon, já falecido, foram nas ocasiões em que Ele estava invocado nas cantigas, versos e histórias. No balanço da rede pra dormir ou nas horas das bênçãos até hoje bem vivas na mente e coração.

O seu nome sempre esteve presente na minha formação, até porque, minha avó, usava-o para carinhosamente chamar meu irmão. Era sua forma em vida de expressar quanto Hernon era importante e amado, apesar de suas peraltices e brincadeiras sapecas não combinarem muito com a similitude ao apelido.

Colaborava mais ser vizinho da Igreja de Santo Antônio. O som do serviço de alto-falantes nos acordava logo às 5 da manhã com músicas e cantos de louvor. No fim da tarde, bem no entardecer, na metamorfose do dia em noite de lua prateada naquele Sertão de Marizópolis, a melodia se repetia aos nossos ouvidos.

E sabe de uma coisa? Acho que desde aquele tempo Ele me “perseguia”, me buscava e não me deixava escapar. Na adolescência, escalou um pastor recém chegado à pequena cidade para ir até nossa casa falar comigo. Coitado, ouviu todo tipo de pergunta e até contestações a “contradições” bíblicas. Ele não desistiu de mim. De lá pra cá, são incontáveis encontros e experiências.

Assim como na minha infância, procuro repetir com meus filhos e todos os dias, ao menos, menciono seu nome. Não por pedagogia. É natural a gente falar do que o nosso coração transborda. E aqui neste espaço mais uma vez, tento, como sempre faço todos os anos, manter a crônica política, mas novamente me vejo, novamente, vencido por esse teu grande e constrangedor amor, meu Senhor Jesus Cristo de Nazaré.

Prego… – Fonte do governo garante: não há dificuldade do governador Ricardo Coutinho encontrar um substituto para suceder Waldson Souza, na Secretaria de Saúde.

Batido – Por um motivo simples, emenda auxiliar top do governo socialista: há aproximadamente um mês, esse nome já está convidado, acertado e fechado pelo governador.

Damião perto dos prefeitos – Se não houver ré, o destino do deputado Damião Feliciano (PDT) no Governo Ricardo será a Secretaria da Articulação dos Municípios, pasta que ganhou alta cotação pela relação diferenciada com os prefeitos e virou a “menina dos olhos” dos políticos após a retumbante votação do deputado Manoel Ludgério (PSD), ex-secretário.

Herança – A Secretaria dos Municípios é atualmente ocupada pelo ex-prefeito Carlos Antônio (DEM), que ficará fora da gestão e indicará o filho, Carlinhos, para o governo.

Pesado – Nem o clima de Natal desanuvia os ares na eleição da Academia Paraibana de Letras. Nos bastidores, o ambiente de intrigas e confronto pela “imortalidade” só aumenta.

Boca de urna – Segundo o último prognóstico de um acadêmico, Nelson Coelho tem 15 votos seguros, seguido de Zé Mario, de Campina. Chico Pereira deve ficar em terceiro com seis votos.

Premonição – Em 2013, quando ainda nem sonhava em ser ministro, o então senador Vital do Rêgo garantiu na LDO 2014 a “estabilidade” financeira do Tribunal de Contas da União.

Consulta – Quando começou a ser especulado para o TCU, Vital ligou para o ministro Bruno Dantas, ex-funcionário do Senado, para saber até que ponto valia à pena topar a parada.

Marketing – O governador Ricardo Coutinho chega ao fim do seu mandato sem cumprir uma promessa de campanha de 2010. Ele prometia construir 40 mil casas na Paraíba.

Abaixo – A menos de uma semana do fim, sua primeira gestão só entregou 14.800 unidades habitacionais e outras 10 mil em construção, segundo dados do próprio Estado.

Macro  – Recém-empossado, o senador Raimundo Lira sinaliza intenção de usar sua experiência para fazer um mandato focado nas questões estruturais da Paraíba e do Brasil.

Fora da miudeza – A linha será de atuação mais ligada à economia e projetos (ou ausência destes) que “ainda afetam e muito o crescimento econômico da Paraíba e do Nordeste”.

Figa – Nem o ex-deputado Enivaldo Ribeiro torce mais pela ida do filho Aguinaldo Ribeiro (PP) para o Ministério da Integração que Marcondes Gadelha (PSC), primeiro suplente.

PINGO QUENTE “Essa eleição serviu de lição para o PT”. Do ex-presidente Lula, avaliando o apertado processo eleitoral de 2014 e crescimento da oposição ao governo petista.

*Reprodução do Correio da Paraíba.

Leia Também