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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O papel do MP

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publicado em 09/01/2015 às 17h24

Quando setores do Congresso quiseram usurpar do Ministério Público a prerrogativa da investigação e monopolizá-la nas mãos da Polícia Civil, a sociedade brasileira e, principalmente, a imprensa reagiram e impediram à poda contra uma das instituições reconhecidamente mais sérias do Brasil.

Naquela reação esteve solidamente presente a crença da opinião pública na independência e no papel indispensável do MP, responsável por grandes avanços no combate à corrupção e na gradativa luta contra a impunidade no Brasil, tão presente e estimulante para os desmandos.

Esse crédito social aumenta, sobremaneira, a responsabilidade sobre os ombros da instituição. Na Paraíba, ressente-se de uma presença mais firme contra as gangues instaladas na administração pública, organizadas sorrateiramente para desmantelar licitações, canalizar propinas e corroer o erário.

Diferente do MP de outros estados, cujas atuações desdobram em grandes operações e botam gente importante na cadeia, por aqui as ações ainda são tímidas. Não se sabe se por falta de estrutura, de foco mesmo ou se nossos agentes políticos são menos inclinados ao crime. Ou mais eficientes, digamos.

Concreta mesmo é a constatação de que estamos, nesse aspecto, um tanto aquém das expectativas do cidadão. Eis, um desafio a bater na porta do procurador-geral de Justiça. Bertrand Ásfora, inclusive, sinaliza para essa consciência, tanto que já tem manifestado em declarações a intenção de maior esforço do MP nessa seara em 2015.

No que tem toda a torcida, aval e estímulo dos paraibanos, acostumados a ouvir nos seus respectivos municípios ou nas rodas de conversa os depoimentos e testemunhos de furto ao dinheiro público. Se a boca miúda sabe, o Ministério Público tem seus instrumentos para fazer valer as expectativas da população e sua credibilidade, também na Paraíba. Por que não?

*Reprodução do Correio da Paraíba.

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