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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Abrindo o olho

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publicado em 12/01/2015 às 18h03

O seguro morreu de velho, já ensina o adágio popular. Imobilizado após a estratégica indefinição do PSB pela participação na sua administração, o prefeito Luciano Cartaxo resolveu se mexer no tabuleiro, jogar novas pedras para tentar sair do xeque-mate habilmente articulado pelos socialistas.

Nos bastidores, o prefeito começa a buscar alternativas, reagrupar aliados distanciados pela circunstância do embate de 2014 e avançar em novos apoios para não ficar totalmente à mercê das decisões e sacadas do Jardim Girassol. Recentemente, Cartaxo passou a deflagrar esses contatos.

Não por acaso, ontem exibiu uma cena que há muito tempo não se via. Esteve ao lado do seu vice, Nonato Bandeira, com quem tinha estremecido as relações, durante a inauguração da reforma do estádio “Wilsão”, no bairro de Mangabeira. A cena poderia passar como um ato normal e institucional não fossem o contexto e os personagens envolvidos.

Nonato acumula divergências com o PSB e o governador Ricardo Coutinho, com quem rompeu em 2012 exatamente para fertilizar o terreno da candidatura de Cartaxo, até então desprovida de maiores expectativas de poder. A reaproximação pública, portanto, tem um efeito simbólico muito representativo.

É a forma de Cartaxo mandar avisar ao Palácio da Redenção que não se prostrará como refém nesse processo. Se esse é um recado de fácil assimilação para qualquer neófito, para um PHD em política como Ricardo Coutinho a mensagem é de uma nitidez solar e deve produzir seus efeitos.

Além de Nonato, segundo a Coluna apurou, Luciano tem exercido reflexões e conversações com outros personagens, reavalia a presença de alguns ‘aliados’ na Câmara e lança seus olhos para estratégias alternativas com alcance suficiente a lhe garantir o mínimo de estabilidade na reeleição.

Pelo visto, diferente do que se esperava, Cartaxo não ficará com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, como filosofou Raul Seixas.

*Reprodução do Correio da Paraíba.

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