João Pessoa, 24 de fevereiro de 2018 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Novo round

Comentários:
publicado em 19/01/2015 às 17h20

Vai demorar pelo menos mais quatro anos para o governador Ricardo Coutinho e o senador Cássio Cunha Lima voltarem ao confronto direto nas urnas. De forma indireta, entretanto, se enfrentam de novo na vindoura eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. E o embate não é apenas no sentido figurado da coisa.

Os dois vão estar mesmo nos bastidores lutando cada qual pelos seus respectivos candidatos aliados. Por mais que se esquivem do envolvimento e fujam da ‘interferência no tema pegando o atalho da retórica da pregação da independência dos poderes, a agenda de ambos indica e prova o contrário, na prática.

Se hoje é Cássio quem almoça com um grupo de deputados da oposição para, entre outros assuntos, discutir estratégias da disputa pela Presidência do Legislativo, no sábado foi a vez de Ricardo jantar com o deputado Adriano Galdino para manter acesa a chama do bloco que apóia a postulação socialista ao topo do citado Poder.

No caso de Coutinho, a simples presença dele ao ato já denota o mergulho do governo na ‘causa’. Pouco afeito a concessões e muito menos afagos tradicionais, a ida ao jantar para dividir à mesa até com recentes adversários é uma demonstração de disposição de Ricardo a ganhar a parada.

Para Cássio, a permanência de um deputado ligado à oposição no comando da Casa também é uma questão de sobrevivência. Foi Ricardo Marcelo o responsável por limitar o poder de fogo governamental. Não fosse sua linha, a oposição não teria encontrado onde conseguir um copo d’água nos últimos quatro anos.

Mas a eleição iminente vai além da queda de braço política. A Assembleia é estratégica. Montada num orçamento anual previsto de R$ 240 milhões, por ela passam as grandes decisões do Estado. Com a maioria, Governo surfa político-administrativamente sem tempestades. Sem força no Parlamento, toda oposição tende a minguar e morrer de inanição.

*Reprodução do Correio da Paraíba.

Leia Também