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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Resposta do Estado

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publicado em 25/01/2015 às 11h42

Para todos que nutriam estranheza sobre o sentido exato, como o deputado Janduhy Carneiro, ou tinham dúvidas, como Lena Guimarães e eu, o Governo do Estado lançou nota com o fito de esclarecer e justificar o vultoso orçamento (R$ 1,6 bilhão) para a recém-criada Secretaria de Governo, chefiada pelo experiente e dinâmico ex-senador Efraim Morais, presidente estadual do DEM.

Assinado pela Secretaria do Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças, detalhe e extratifica os valores destinados à nova pasta. Pra começo de conversa, o Estado informa: ela englobará as despesas da Casa Civil (R$ 17 milhões), Gabinete do Vice-Governador (R$ 2.217 milhões), Casa Militar (R$ 15 milhões), Escritório de Representação de Brasília (R$ 803 mil), ARPB (R$ 8 milhões), Procon-PB ( R$ 1,7 milhão) e PBprev (R$ 1,5 bilhão).

Como se pode ver, foi para a PBprev a maior fatia destinada deste grande bolo. O que surpreendeu estudiosos nesse assunto. A Previdência sempre foi historicamente vinculada à Secretaria da Administração no organograma do Estado. No Ricardo II, houve a migração da Administração para a Secretaria de Governo.

No geral, a nota oficial coloca a Secretaria de Governo abrigando outras sete estruturas. Essa soma chega ao expressivo patamar de R$ 1,6 bilhão, uma quantia altamente significativa, a comparar com os valores alocados para a Educação (R$ 1,5 bilhão) e Saúde (R$ 1,2 bilhão), por exemplo.

Baseado nestes dados, o Governo passou um carão público no deputado Janduhy Carneiro, ensinando que o mandato deve ser “exercido com o mínimo de conhecimento possível das matérias em análise” e lamentando a antecipação de críticas, “sem antes dominar por completo o assunto, correndo o risco de confundir a população”.

Para os leigos, feito este colunista e minha colega de página 3, outro recado do secretário Tárcio Pessoa. Colocou-se à disposição para orientar “como se interpreta uma peça orçamentária”. Nem precisa de tanto, doutor Tárcio, basta informação, como se fez agora. Economiza-se o tempo do governo e tinta de jornal.

*Reprodução do Correio da Paraíba.

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