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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O “pé no bucho” do PTB

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publicado em 19/01/2010 às 22h20

Quando Armando Abílio começou a antever uma alianção até então improvável de Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho, teve gente aliada ao tucano que até piada fazia da projeção petebista.

Abílio não se intimidou. Desagradou Cícero, Efraim e uma "pá" de gente na época mergulhada no Governo Cunha Lima.

Nunca ouviu um desmentido ou uma desautorização de Cássio. Até que dois anos após, ele prova que a bola de cristal teria lhe revelado a exata visão do que aconteceria no apoteótico ano de 2010.

Pelo papel de desbravador deste processo, Armando hoje se sente no direito de botar a faca no pescoço de Ricardo e exigir no mínimo a vice para o partido que tanto foi chacoteado por pregar aos quatro cantos uma união tão veementemente criticada.

Abílio aproveita a condição de aliado de primeira hora para cobrar a fatura. Quer garantir espaço e estrutura para se reeleger com tranquilidade. O espólio de Carlos Dunga lhe ajudaria muito. Por isso, o nome de Boqueirão é o que mais agrada o presidente do PTB.

Mas é bem possível que Armando se contenha apenas com outras compensações. Para ele, o importante mesmo é voltar a Câmara dos Deputados. Da mesma forma é possível que, se tiver suas pretensões negadas, abandone o barco socialista.

Rede de arrasto

Enquanto acompanha discretamente aliados em ataque constante a Ricardo Coutinho, o governador José Maranhão (PMDB) segue na pescaria de prefeitos para o seu projeto de reeleição. Nessa terça, caíram na rede mais duas gestoras de partidos rivais: as prefeitas de Sobrado (PSDB) e Riachão do Poço (DEM).

Aceitação

O deputado federal Efraim Filho não esconde a empolgação. Diz que tem sentido a boa recepção do eleitor por onde anda com o pai e Ricardo pela Paraíba a fora. A aliança com o PSB trouxe novos ares para os descendentes de Inácio Bento.

Resposta

Cansado de ouvir ataques de aliados de Maranhão, Ricardo Coutinho resolver responder no mesmo tom as críticas de quem lhe acusa de não ter nada de "novo" como político: "vai ver que sou eu o coronel"?