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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

A Paixão de Cícero

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publicado em 17/03/2010 às 06h36

A cada dia que passa o senador Cícero Lucena vai perdendo as últimas forças. O isolamento dá a impressão de faltar muito pouco para o tucano jogar a toalha e desistir da candidatura própria.

Alguns sinais nesse sentido já foram transmitidos pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, que tenta manter postura de equilíbrio e de não agressão ao companheiro de legenda para facilitar o desfecho.

Mesmo que desista até a Semana Santa, conforme as previsões, Cícero já cumpriu o seu papel de dificultar a vida do rival Ricardo Coutinho.

Aliás, nesse objetivo Lucena se mostrou muito competente. Sozinho, isolado no PSDB, peitou Cássio Cunha Lima e deu um recado claro aos Cunha Lima: não é mais aquele cordeiro do passado.

Ao adiar por meses o entendimento dentro do PSDB, o presidente da legenda conseguiu o que queria: empurrar para poucos meses antes da eleição o apoio do partido a Ricardo.

Ao mesmo tempo, Cícero deu combustível para Maranhão aproveitar o quebra-cabeça da Oposição e passar a entrar no jogo, mexendo no tabuleiro com peças como PTB, PP, PDT e PR.

No ritual de ameaçar a viabilidade de Ricardo, o senador deu todo o sangue possível durante o calvário. Já sinaliza para o esgotamento total. O sacrifício está marcado para a Semana Santa.

Humildade? – O ex-governador Cássio Cunha Lima não esconde que uma das razões de ter optado pela candidatura de Ricardo é a consciência de estar diante de um novo perfil do eleitorado. Cássio sabe que não teria poder para transferir votos para Cícero. Preferiu embarcar na onda socialista.

Reprise – O senador Efraim Morais (DEM) será o alvo principal do PT e da grande mídia nacional nas eleições deste ano. O PT não perdoa a postura implacável do democrata no Senado. Efraim pode ser o próximo Ney Suassuna.

Adiamento – O PTB adiou (agora sem nova data marcada) a reunião para definição política de 2010. Armando Abílio percebeu que enfrentaria problemas para convencer a maioria dos colegas da Executiva Estadual.

Crise – O PPS passa por dificuldades financeiras. Segundo fonte filiada a legenda, o partido está sem receita para pagar contas básicas, como aluguel, água e energia.

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