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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Hipocrisia tem limite

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publicado em 27/04/2010 às 16h24

Dá urticária ver como os políticos mudam de discurso ao sabor dos ventos e dos interesses mais paroquiais possíveis.

Falo da hipocrisia dos tucanos que festejam a cassação relâmpago do prefeito Veneziano Vital do Rêgo em Campina Grande por conta do famoso cheque.

Os cassistas agora enchem a boca para cobrar rigor da Justiça Eleitoral e pedem punição exemplar ao suposto beneficiado do valor depositado pela empresa Maranata.

São os mesmos que passaram três anos proclamando ao mundo inteiro que a Justiça da Paraíba estaria cometendo um grande equívoco ao cassar Cássio Cunha Lima.

São os mesmos que pregaram a inofensividade dos 35 mil cheques da Fac, dos envelopes amarelos recheados de dinheiro para lideranças do interior e que protagonizaram o episódio das cédulas voadoras.

Hoje eles pedem celeridade. Ontem, eles impetraram centenas de recursos no TRE e TSE para protelar ao máximo o veredito da Justiça.

O tucanato do passado não via crime eleitoral nenhum em um derrame de cheques com dinheiro público.

O tucanato do presente suplica para que um cheque lhe proporcione a delícia de voltar a governar a segunda cidade mais importante da Paraíba.

O tucanato do passado chamava uma luta judicial de vitória no tapetão.

O tucanato do presente não conta as horas para entrar na Prefeitura de Campina com tapete e tudo.

Tudo bem que hipocrisia já faça parte do script político de muita gente. Mas antes das sessões de incoerência, não custa nada comprar um vidro de óleo de peroba. É mais barato que comprar voto.

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