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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O grito suave de Ivandro

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publicado em 11/06/2010 às 23h54

Salvador (BA) – Não é preciso conversar muito para perceber o desejo do ex-senador Ivandro Cunha Lima (PSDB) de ser ungido candidato a vice na chapa do pré-candidato Ricardo Coutinho (PSB).

Não apenas deseja. Ivandro trabalha para ocupar o posto. Sabe dosar as palavras para ser sutil, mas usa o verbo afirmativo quando apresenta dos motivos que o credenciam.

O ex-deputado fala baixo com quem lhe aborda sobre o assunto, no entanto se expressa no volume suficiente para o interlocutor entender que o cassismo não abrirá mão facilmente do páreo.

Ivandro e o grupo Cunha Lima sabem que a decisão final será de Ricardo. E é justamente por isso que não ficam parados esperando apenas o anúncio definitivo. Calculam o estilo firme do ex-prefeito.

O tio de Cássio invoca a defesa intransigente de que o PSDB é o partido que tem primazia na escolha, por ter sepultado a candidatura própria para catapultar a campanha do PSB. Quer reciprocidade.

Ivandro sabe ser dócil e imperativo ao mesmo tempo. Quer dá a impressão que os Cunha Lima não querem impor, mas também não se sentirão satisfeitos se forem preteridos.

É um recado aberto para um Ricardo “fechado”. O PSDB não vai se entregar fácil. Em síntese, é o pensamento externado por Ivandro, no banco de espera do Aeroporto dos Guararapes, em Recife (PE), na ponte área para Salvador (BA), a caminho da convenção nacional do PSDB.

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