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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

PSDB e os bastidores de Salvador

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publicado em 13/06/2010 às 10h38

Detalhes, situações e cenas da convenção do PSDB em Salvador só materializaram a dimensão do racha no ninho tucano paraibano.

Várias “passagens” contam em fatos reais o momento delicado que o partido vive a partir da falta de unidade protagonizada pelos caminhos divergentes de Cássio Cunha Lima e Cícero Lucena.

A começar pela anêmica comitiva que desembarcou na capital baiana. Apenas João Gonçalves, pra citar os parlamentares com assento na Assembléia, apareceu para bater palmas pra José Serra.

Dos vereadores tucanos em João Pessoa, somente Hervázio Bezerra deu o ar da graça. Marcus Vinicius e Luiz Flávio não apareceram.

Faltaram prefeitos de expressão do PSDB e do DEM. Baixas percebidas a olho nu.

Na entrada do clube espanhol, um Cícero Lucena sozinho. Distante do antigo amigo Cássio Cunha Lima que chegou às pressas ao evento, sem falar com a imprensa. Cada um ficou no seu quadrado.

Ao final uma certeza, o PSDB da Paraíba vive internamente seu pior momento político dos últimos tempos. As feridas são muitas e com grandes chances de serem cicatrizadas com o rompimento definitivo de suas maiores lideranças.

Dublê – O vereador Hervázio Bezerra roubou a cena na convenção tucana em Salvador. Por onde passava, o tucano era confundido com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin. Na Ki-Moqueca, na orla de Pituba, um popular perguntou se Hervázio era irmão de Alckimin. Bezerra abraçou o “correligionário” com a maior convicção do mundo. Maurílio Batista e eu assistimos tudo com muito esforço pra não rir da cena. A conversa entre o bahiano e o “irmão” de Alckimin durou pelo menos 15 minutos.

Botando fogo – O radialista Maurílio Batista cutucou todos os tucanos do bico grosso e repassou informes ciceristas sobre a situação da Paraíba. Contou a Leonel Pavan, governador de Santa Catarina, Arthur Virgílio, senador do Amazonas, e Tasso Jereissati, senador do Ceará, que a aliança com o PSB não votará em Serra.

Pitaco do Sul – Leonel Pavan se mostrou surpreso ao saber da falta de palanque na Paraíba para Serra. Arrastou um clipping com a notícia do rompimento de Tasso no Ceará com Cid Gomes (PSB) e disparou: “até o final do mês ainda dá tempo as coisas mudarem”.

Pra descontrair – Na conexão de volta, Recife-João Pessoa, Ivandro Cunha Lima tratou logo de arranjar um passa-tempo antes de chegar à Paraíba. Foi na livraria do aeroporto dos Guararapes e comprou um exemplar de “Nunca na história deste país”, do irriquieto Marcelo Tas, que fez uma coletânea de frases engraçadas e polêmicas do falastrão presidente Lula.

Maneiro – O secretário geral do PSDB, ex-deputado estadual João Fernandes, mostrou que não mede esforços para ajudar o tucanato a se manter vivo, apesar do racha. Hábil, deu atenção a toda a comitiva: dos políticos aos convidados. Por cima, pediu apoio para ser vice de Ricardo Coutinho (PSB).

Tá vendo tudo – No bar do hotel Pestana, em Salvador, o presidente nacional do PTB, Roberto Jeferson, fez vários contatos políticos. Ao Maispb, sinalizou que está por dentro da briga interna da legenda trabalhista na Paraíba. Até admite que Dunga e Armando briguem internamente, mas não aceita prejuízos para a chapa proporcional.

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