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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Por Genival (Boy) Tourinho

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publicado em 21/08/2010 às 10h06

Em um portal como o “Maispb” não comportaria que estivéssemos a falar sobre o que queremos falar sob o título acima. Mas, como “toda regra tem exceção”… permitam-nos falar sobre Boy:

– Faz tempo que Boy (Genival Tourinho) deixou a cidade de Bayeux para residir em São Paulo/SP. Era fins da década de 60. Ele tinha uns 17 anos. Serviu ao Exército Brasileiro na capital paulista, missão que cumpriu por uns dois anos.

Chegou em São Paulo já cercado do carinho paraibano. Mais que isto, recebeu o carinho familiar, porquanto lá já residiam a irmã de mais idade, Penha, e o irmão, também de mais idade, João. E já tinha os sobrinhos paulistanos Irapuan, Neide, Roberta e Kátia.

Pessoense nascido na Ilha do Bispo, nesse bairro viveu seu tempo de criança! E já ali procurava imitar um locutor de serviço de som (amplificadora), Lauro Gomes, que brindava as tardes e noites da Ilha do Bispo com músicas de Bievenido Granda.

Depois, em Bayeux, Boy ganhou mais amigos, não só os que com ele estudavam na então Escola Técnica Federal da Paraíba – ETFPB.

Mas, com seu “vozeirão” adequado para locução, imaginara que a cidade de São Paulo pudesse constituir-se no ambiente mais próprio para esse encaminhamento profissional, que não ocorreu. Naquele tempo, bem diferente de hoje, a dicção própria nordestina sofria discriminação.

Esses percalços, porém, não tiraram de Boy o entusiasmo e amor mesmo pela cidade de São Paulo, passando a atuar no campo de vendas, mais especificamente no campo de medicamentos como representante da UpJohn. Nesse mister, ao falar sobre os medicamentos que representava, parecia um médico!… E não demorou que ele recebesse um prêmio dessa empresa como “o homem de vendas UpKohn do ano”. Porém, logo a UpJohn foi absorvida pela Rhodia e, com as conseqüentes mudanças em seu quadro funcional, Boy deixou a empresa e se estabeleceu como autônomo, pulo inicial para resultar, logo em seguida, na firma própria que tem o sobrenome da esposa, Sônia “Debones”.

A propósito, Sônia, desde cedo, constituiu-se no grande amor da vida de Boy, com ela se casando e de cuja união nasceram Adriana e André (que filhos maravilhosos!). E por parte de Adriana, Boy (e Sônia) receberam duas outras jóias, a neta Gabriele e o neto Eduardo.

Sábado passado, dia 14, por volta das 16 horas, conversamos por cerca de meia hora com Boy, por telefone. Que conversa gostosa, alegre e com projeções para o futuro. No dia seguinte, domingo, logo cedo, recebemos a notícia de que Boy falecera no sábado, umas duas horas depois do telefonema que tivemos, vítima de infarto fulminante. Na segunda-feira, 8 horas da manhã, seu corpo foi sepultado. E lá estivemos e dissemos, aos demais familiares e amigos de Boy, o que nossa irmã, Lourdes (ou Lulu), aqui em João Pessoa, em lágrimas, enfatizou, ao lhe darmos a notícia do falecimento do irmão para o qual ela foi como uma mãe: “Agora é que ele está mais vivo!”.

Por Boy, na sexta-feira 20, missa de sétimo dia na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves… missa da ressurreição! E no domingo, dia 22, uma outra missa celebrada também por Boy, lá em São Paulo, na Igreja de São João Clímaco.

Você, maninho querido, está e estará sempre conosco! E com Deus!
 

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