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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Vamos ter “mãos dadas”?

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publicado em 01/11/2010 às 10h34
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Eleições 2010 terminadas. (Terminadas?!…).

Agora, após o domingo de votação e apuração do resultado destas eleições, óbvio que a Paraíba amanheça esta segunda-feira já sabendo quem seu governador para o mandato de 2011/2014. Cabe-nos, portanto, sonhar com tempos mais favorecedores ao desenvolvimento desta terra, qualquer que tenha sido o candidato vencedor, já que ambos (tanto Ricardo quanto Maranhão), na campanha, inclusive nos debates, afirmaram, alto e em bom tom, no dizer de cada um, que querem ter e ver “uma nova Paraíba unida”!

Um dos comentaristas políticos deste jornal, Josival Pereira, em sua coluna de sábado passado, advertia ser “triste saber que a disputa não vai encerrar”, porque “o terceiro turno (o do campo judicial) já está armado” em face das várias ações ajuizadas no TRE-PB.

Vou divergir de Josival Pereira, admitida a hipótese de que os então candidatos, Ricardo e Maranhão, falassem a verdade quanto a querer ter e ver “uma nova Paraíba unida”. Mesmo que hajam ações ajuizadas no TRE-PB, e se ambos eram verdadeiramente sinceros em suas expressões por uma Paraíba encontrando seus caminhos de desenvolvimento, é de esperarmos que nenhum nem outro queira politicamente atrapalhar a gestão de quem seja o governante, atendo-se, pois, somente, à tramitação judicial e aguardar seu veredicto. A disputa judicial deve e precisa ser separada da disputa eleitoral.

Esta, a disputa eleitoral, terminou com os votos dados pelos paraibanos, que, por maioria, fizeram sua escolha. A questão judicial, repita-se, tenha seu trâmite normal, sem servir como elemento de incentivo ao que não logrou êxito eleitoral para tentar obstacular as ações do que recebeu a maioria dos votos para governar a Paraíba.

Na campanha ouvimos do eleito e do não eleito que ambos, altruístas e cheios de amor pela Paraíba, só queriam o benefício e o progresso dos paraibanos. Que provem, um e outro, que tais manifestações eram verdadeiras. Que o eleito rememore as fisionomias de esperança e de solidariedade expressas não só por aqueles, já um tanto aquinhoados, que lhe acompanhavam de carreata em carreata como candidatos a um dos cargos comissionados.

Que rememore sobretudo a fisionomia de esperança e de solidariedade daqueles que nem veículo tinham para acompanhar carreatas e, por isso, de suas casas, de suas ruas, de onde estavam, aplaudiam a passagem de seu candidato, com alguns desses eleitores, especialmente os já de idade avançada, a beijar-lhe a mão como reverência e manifestação dessas esperança e solidariedade.

Que nem o “eleito” nem o “não eleito” decepcionem este povo. O “eleito” governe honesta e competentemente. O “não eleito” evite artimanhas político-partidárias atrapalhadoras de nosso desenvolvimento!
 

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