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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Por “Uma Nova Paraíba Unida”

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publicado em 03/11/2010 às 11h30

A aliança político-partidária do governador eleito, Ricardo Coutinho, foi titulada “Uma Nova Paraíba”. De sua parte, a aliança político-partidária do atual governador, José Maranhão, denominou-se “Paraíba Unida”.

Em artigo que assinamos e foi publicado na segunda-feira, 1º de novembro, questionamos, a partir do próprio título, se “Vamos ter mãos dadas?”! Esse questionamento, claro, sobretudo pelo tom com que o fizemos, mais representa nosso desejo – e, por que não dizer, a aspiração do povo – no sentido de que a Paraíba, enfim, viva uma gestão governamental em que os ex-concorrentes da eleição efetivamente dêem-se as mãos pelos interesses coletivos dos paraibanos. Tal postura não significa que um segmento político-partidário capitule diante do outro, muito menos que o novo governante mostre-se frágil e/ou tolerante para com seus adversários da eleição passada… que já é passado.

Destacávamos, também, que mesmo com as ações judiciais que possam ser protocoladas no TRE-PB contra o candidato eleito e que assumirá o governo a partir de 1º de janeiro de 2011, que essas ações não sirvam de incentivo para artimanhas políticas prejudicadoras ao desenvolvimento da Paraíba. Que as ações judiciais tenham seus trâmites normais, aguardando-se e se respeitando a decisão final. E que não se misture o político com o jurídico!

Cabe, pois, aos segmentos vencedor e perdedor a responsabilidade quanto a que a Paraíba conte com “mãos dadas” em favor de seu desenvolvimento. E essa pré-disposição de união por uma nova Paraíba não pode nem cabe ficar somente em discursos… discursos de um lado ou de outro, em que o novo governante apenas diz estar com as mãos estendidas aos que não o apoiaram, e o segmento que lhe foi adversário alega que oficial e diretamente não lhe foi feito qualquer aceno nesse sentido.

Contrariando esse “faz de conta” a que nos reportamos e condenamos, o governador eleito Ricardo Coutinho, em seus pronunciamentos pós-vitória, chamou a atenção de que tomará a iniciativa de dialogar com todos os segmentos integrantes da Paraíba, nesse objetivo de construir um novo Estado, que, para tal, precisa estar unido.

O próprio governador José Maranhão, na nota que fez distribuir com a imprensa agradecendo aos paraibanos e paraibanas que lhe confiaram os votos, desejou ao governador eleito, Ricardo Coutinho, “todo o êxito na condução dos destinos do nosso Estado e de nossa gente”. Da parte do mais importante aliado de Ricardo Coutinho nesta campanha, Cássio Cunha Lima, foi expresso que é tempo de acabarem-se os sentimentos de rancor e de ódio, a fim de que tenhamos uma Paraíba próspera.

O que, então, estaria faltando para que possamos ter “Uma Nova Paraíba Unida”?

– Só, e tão só, que as palavras dessas nossas maiores lideranças políticas sejam verdadeiras e sinceras! Mais do que isto: que ponham em prática estes seus projetos e desejos de que realmente fazem política pela construção de uma Paraíba desenvolvida e mais justa, e não por suas aspirações pessoais de poder.
Claro que a missão principal, nesse projeto de acelerar a Paraíba para o caminho do desenvolvimento e mais justiça social, é do governador. Para esse alcance precisa, mesmo, evitar o “olhar o retrovisor”, livrar-se de eventual rancor, extirpar qualquer ódio, não fazer perseguições e sobretudo não discriminar… não discriminar municípios, não discriminar partidos, não discriminar os veículos da imprensa, porque, do contrário, essa “Uma Nova Paraíba Unida” seria apenas de discursos, de falácia!
 

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