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PSB entrega ao TSE documentos de jato usado por Campos

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publicado em 04/09/2014 às 08h42

 O presidente do PSB, Roberto Amaral, informou nesta quarta-feira (3) em Brasília que o partido forneceu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos referentes ao jato Cessna que caiu em Santos levando à morte o ex-governador Eduardo Campos e mais seis pessoas no último dia 13 de agosto.

O prazo para que os partidos entregassem à Justiça Eleitoral a prestação de contas com os gastos e arrecadações de campanha se encerrou nesta terça (2). A documentação foi anexada à prestação de contas. Segundo a assessoria do TSE, os dados serão disponibilizados a partir do próximo sábado (6).

Em nota divulgada na segunda (1°), o PSB informou que esteve “alheio” às negociações realizadas entre empresários de Pernambuco e de São Paulo para adquirir a aeronave que era utilizada pelo candidato à Presidência antes do acidente.
“Nós fizemos a segunda prestação de contas. A primeira do avião [está] nesta segunda [prestação], os dados já estão nesta segunda prestação”, disse Roberto Amaral, após participar de reunião com o ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Não tem [gastos com a aeronave]. O que tem é a parte que cabe agora, que é a documentação relativa ao avião, os contratos, de quem é a propriedade e quem nos cedeu", completou.

Segundo o PSB, a empresa AF Andrade, de Ribeirão Preto, era a arrendatária da aeronave junto à Cessna Finance, que financia a venda de aviões da Cessna, a fabricante. Ainda de acordo com o partido, em maio deste ano, a AF Andrade, pediu a transferência do contrato de leasing para os empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, dos grupos empresariais BR-Par Participação Ltda. e Bandeirantes Cia. Pneus Ltda. de Pernambuco.

Foram esses dois empresários de Pernambuco, que, segundo o PSB, autorizaram o uso do avião pela campanha de Campos. O partido diz, porém, que a transferência de leasing ainda não foi concretizada, porque a Cessna Finance não aprovou as garantias oferecidas pelos empresários pernambucanos, que já teriam pagado oito parcelas do leasing da aeronave.

De acordo com Roberto Amaral, o partido não informou à Justiça Eleitoral os gastos com a aeronave. Segundo o presidente do PSB, a legenda solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que calcule a quantidade de horas voadas para informar ao TSE os custos dos voos.

Desde a revelação do caso, o PSB primeiro informou que a nave havia sido emprestada e que o reembolso dos valores seria feito somente ao final da campanha. Na semana passada, porém, coordenadores da campanha de Marina Silva, que substituiu Campos como candidata à Presidência, afirmaram que o jato e todos os gastos relacionados a ele, como combustível e remuneração dos pilotos, foram "doados" e não serão ressarcidos.

G1

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