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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Cartas na Mesa

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publicado em 05/01/2011 às 10h58

Falta menos de um mês, mas nos bastidores a eleição para a próxima Mesa Diretora da Assembléia Legislativa da Paraíba aponta para possibilidade da repetição de uma solução consensual, tal qual como aconteceu com Rômulo Gouveia (PSDB) e Arthur Cunha Lima (PSDB).

Os deputados da base governista tentam por enquanto sem sucesso a viabilização de um nome do agrado do governador Ricardo Coutinho (PSB). Entre todos, o que mais se destaca é o deputado Lindolfo Pires (DEM), porém enfrenta resistência no próprio partido. A preço de hoje, José Aldemir, Branco Mendes e João Henrique estão fechados com a candidatura do atual presidente, Ricardo Marcelo (PSDB).

Essa é a grande barreira que distancia Lindolfo do sonho de ser presidente, em que pese ter a simpatia do governador, a torcida do prefeito, Fábio Tyrone (PTB), e do grupo político governista em Sousa. Pires só tem chance se primeiro unir o DEM.

Ricardo Marcelo tem mais trunfos ao seu favor. Apesar de ter discretamente votado em José Maranhão (PMDB), transita bem em todas as bancadas, tanto que hoje conta com votos de deputados até do PSB, sem contar com os apoios do PMDB e PSC. E mais: é um dos quadros do PSDB, maior partido do rol de alianças do governador.

Outro ingrediente decisivo para o deslinde da sucessão na Assembléia: Ricardo Coutinho não emite qualquer pretensão de impor candidato e começar o Governo criando celeuma e atritos com o Legislativo. Talvez já tenha percebido que o momento inspira um processo de coalização ao invés de divisão e contendas.

Sem interferência – “O Governo não vai intervir. Não entrará num assunto que é dos parlamentares. Esperamos que a Assembléia Legislativa realize um processo democrático e aberto”. O entendimento é do chefe do Governo, Walter Aguiar (foto).

Dose dupla – O deputado estadual Domiciano Cabral (DEM) já escolheu a equação para definir seu voto na sucessão da Mesa Diretora. Ele vai conversar com os dois Ricardos: o Marcelo e o Coutinho.

Otimista – O deputado estadual Antônio Mineral (PSDB) prevê vitória de um candidato oriundo do bloco aliado ao governador. Até o dia 20 o grupo decidirá entre ele, Tião Gomes (PSL) ou Lindolfo Pires (DEM).

Centralização – Decreto nº 31982, publicado ontem no Diário Oficial, determina que todos os secretários do Governo só poderão fechar a folha de pessoal, todos os meses, após o crivo da Administração.

Filtro  – Deputados governistas estão desolados com a novidade do software espião, instrumento para barrar a permanência contratados pelo Governo Maranhão III. Tem gente que ainda guardava esperança.

Terra arrasada – A informação vem de Cajazeiras. A 9ª Regional de Ensino foi praticamente depenada na virada do ano. No almoxarifado só foram encontrados um rolo de papel higiênico e uma barra de sabão.

Tentação – O vereador Assis Sinfrônio (PSDB), de Jericó, pode ser considerado um herói. Assediado até na hora da sessão para ser o presidente da Câmara, preferiu eleger o colega Antônio Andrade (PT).

Acordão – Assessores próximos ao deputado federal Damião Feliciano (PDT) deixaram escapar o interesse em propor um acordo ao ex-deputado Flaviano Quinto (PMDB) em Bayeux e em Santa Rita.

Crônica anunciada – Não causou surpresa o rompimento do deputado federal Major Fábio (DEM). Desde o segundo turno da eleição, quando a “boa nova” caiu do céu, o major entrou em rota de colisão com Ricardo.

Sem girassol – A pergunta que não quer calar entre os políticos de Mamanguape: quem indicará os cargos na cidade? Lá, oposição (Ariano Fernandes) e situação (prefeito Eduardo Brito) ficaram com Maranhão.

Explicação – O ex-secretário de Administração, Antônio Fernandes, esclarece à coluna que a empresa Comercial Campinense de Cereais Ltda foi punida por que deixou de fornecer alimentos ao Hospital de Trauma.

Atraso – O Sintab denuncia a falta de pagamento do 13º salário dos agentes de saúde e de combate à endemias de Campina Grande. O secretário de Saúde, José Lavaneira, promete pagar hoje.

Na volta… – Nos seus instantes de reflexão, a ex-deputada Socorro Marques (PPS) absorveu a frase do ex-ministro José Américo. Ela pretende encerrar a carreira política como prefeita de Vista Serrana, onde começou.

Fechado – Ao contrário do que se esperava, o prefeito Luciano Agra (PSB) não precisará de outras adequações no secretariado. Hoje, às 10h, no Centro Administrativo, ele empossa os novos auxiliares da Prefeitura de João Pessoa.

Entre aspas
“O PMDB nunca gostou de mim. Não sei por quê”. Do prefeito de Santa Rita, Marcos Odilon, pródigo em tiradas irônicas e sarcásticas.

Reprodução do Jornal Correio da Paraíba